16 / 22.12.98: Field of Gold (hic!) VI

The sun warm my body...

I'm setting in the stairs of some church, in the middle of a very "inclinated" street after alfama... Waiting for the bank to have some money for me. Strange this old and new buildings togheter... A woman that cross the road inside a cab (taxi, é assim?) bless herself. With the sign of god. I'm eating a banana and smoking.

I'm finishing to write this in the present and i'd write a letter for send it to you in norway. Even if you don't like.






I´m remembering when you sang to me norwegian lullabies.

I remember the smell of apples in the night, and your ass like james dean.

I'm risking my life for this love. So I don't have nothing to loose.



Love is no more dramatic

is Life. The wish / will of conquer / fight

But we need some calm to do it. To think how to do it.




I need your body to sit at night. I need your face to put my hand slowly.

Your eyes, your smile, your way.



(and then all my fears of loosing you)

10.12.98 - 10.30h / 12.03h: Field of Gold (hic!) V

(letme write with apencil)

Departure at 08.30 a.m.

Arrival at 15.50 p.m.






Rios de lágrimas transportam medos, angústias, dilemas

Feridas que não cicatrizam


Não nos ensinam a segurar o coração e depois ele
salta-nos pela boca. Matas ou ficas mudo.

De amar tanto, afundas-te na profunda e complicada rede
tecida desde a infância que cobre o ser do meu ser. Escondo-me
para o proteger.

Quando não queres, gritas, quando não és, choras
Quando não entendes, gracejas
E a tensão acumula-se como dinamite


E como não te consegues abrir, explodes aquilo que construíste
com emoções e pensamentos, fechas o livro, a pasta e a gaveta
e procuras-te útil
(continuas a olhar)




Há um espaço vazio.

Uma ausência que se nota pela sua dimensão. Vêem-se umas raízes pequeninas que alastram pelo resto do órgão e lhe chupam massa continuamente. Mas essas veias, estão também elas ocas; alimentam-se transformando-o em mais vazio.

Ao órgão acontece-lhe enjeitar-se, mirra e consome-se em vazio. E perante a ameaça de se perder também a si, acelera ainda mais o processo porque aquele breu que se apossou dele, foi um dia, uma luz, chama intensa que o fez brilhar, que lhe dera tudo, o que nem sequer pudera imaginar.





Amar-te-ei sempre, Jan Kjernsmo

04.12.98 - 16.44h: Field of Gold (hic!) IV

Diarrea caused by oignon & sardines & tuna & garlic - blood

My feet hurts cause the new black shoes, polished & classical

Will gonna call mona & archie to give money for the rent

Need to pay university and ask for the paper of abono before 5p.m.




Cigars & beer, cofee & sugar, poison - damed papers

"Make it easy on yourself - Everyboby knows that i love you (except you)"*

Missing classes, loosing money, getting angry, feeling bad

Good sex, don't talk, scream, singing & jumping naked (getting crazy)

Miguel's sisters had sent a MerryXmas postcard

(learning spanhish and english)




Bathroom, sheet & blood - my ass hurts!

It´s cold outside & the woolsweters don't isolate well

The people cross Rato - five frenchs talking & laughting in the other table

If i was not sick of myself, i was sick of him, they & you

Seems like everybody have always something to do (& are doing it)

& feels always happy






You'll gonna be away next thursday for indeterminated time

& I´m gonna be alone, eating myself & our love.





* The Divine Comedy "A short album about Love" by Neil Hannon

17 / 25.11.98: Field of Gold (hic!) III

Estou com uma canção dos garbage na boca desde que desci do autocarro. Comprei o meu primeiro maço de cigarros: Pall Mall lights. Fumei um cigarro (sem filtro) e tomei um café. Estou a fazer tempo nas amoreiras e a minha caligrafia está cada vez pior.
Estou calmo, apesar de tudo.
Tivémos sexo (e mais!) das duas às cinco e há uma festa no ispa. Estão dois gajos fortes, um é segurança, à minha frente, com um carrinho de bebé recheado e com a esposa de um deles.

A vida corre bem, apesar de tudo.
Estamos com esperança de que tudo se há de resolver, a nossa situação: alcoól-doença, portugal-noruega, 20-45.
O dinheiro escasseia, mas não muito. Há sempre a renda, a moldura, ou frigorífico o teu trabalho, o meu relatório individual (que tenho de encontrar uma escola e uma criança com problemas). Temos de encontrar ambos um outro emprego "para uma melhor integração social".

Os problemas resolvem-se conversando...
E os amigos estarão sempre lá.





Psicologia da retrete - levei o rui e a patrícia a casa mesmo depois de me teres dito para não os levar porque te doía a barriga. Foi terrível e senti-me perturbadamente culpado na conversa depois de se terem ido embora. Ele não quis discutir mais e fomos dar um passeio.
Mesmo assim sinto-me deprimido.
Mesmo depois de nos termos abraçado e beijado.
Os meus pais vêm este fim-de-semana, tu vais-te embora no outro fim-de-semana. A cila e a mãe estiveram cá este semana. Estou também deprimido com a tua partida mas vou ficar aqui neste canto inferior da europa à tua espera.
Morrer de saudades e escorrendo tinta.

"Pedimos aos senhores passageiros o favor de apertar os cintos de segurança e apagar os cigarros. Esperamos que façam uma boa viagem..."
"Dentro de momentos sairá o comboio interregional com destino a ..., efectua paragem em todas as estações e apeadeiros com excepção de..."

03.11.98 - 15.43h / 06.57h: Field of Gold (hic!) II

It's a beautiful wet-grey day. I'm at "Tentadora".

Tomorrow we have to pay the rent. With your money. Man, that make me feel bad.
I have your "sandalias" and it's gonna start raining.

"I love the smell of apples in the night" I said.
"I move my ass like James Dean" you said.
I have to buy some porn magazines.
I have to go to the classes... Just smoke another cigarrete.



Jardim da Parada:

Duas da manhã:
Os carros passam. O silêncio não vai para além disso.
As chaves não funcionam e não consigo entrar. Tenho frio.
Subi desde o rossio até aqui. Esperava encontrar-te.
O vento começou a soprar. Olho para o alto.
As copas das árvores emolduram as ténues nuvens que,
rotativamente, se sobrepõem ao forte brilho da lua cheia.

Três da manhã:
Chove terrivelmente e troveja. Estou no coreto do jardim
para não me molhar, com um cão chamado Pantufa.
Sei o seu nome porque o dono fez o favor de escrever
na coleira o seu nome e números de telefone.
As poucas pessoas atravessam o jardim a correr e os patos grasnam
assustados com o temporal. A merda das luzes acendem
e apagam intermitentemente e caem gotas por entre as tábuas
para dentro e por cima do meu livro. (0931-9355350)

Seis da manhã:(next the front door)
Acho que nunca senti tanto frio como esta noite.
Deitei.me no chão do soreto com o cão e um mendigo.
Deitaram para cima de mim restos de pão molhado em café.
Ainda não chegaste, mas sem certezas, porque
podes estar lá dentro a dormir profundamente. Ou não me queres
mais. Ou com outra pessoa e não queres abrir e magoar.

Estou quase a dormir...

26.10.98 - 15.10h / 19.07h: Field of Gold (hic!) I

CRA*
Quero continuar a lutar pela vida; mas o medo de perder refreia-me, assusta-me, desassossega-me;
Confunde-me e oõe-me aos sentimentos que poderiam tornar-me tranquilo.

Mas a paz também não traz nada de novo.
Quero fazer a revolução. Gritar, fugir e chegar.
Outra vez...




If god was one of us... he could be like...

. the kid that died

. my colegue that was crying cause had lost the child

. the drunk man on the street

. the chinese girl in the bus

. the man (taxi driver) or the woman arguing stupidly

. my Jan



And now what?
Could god die?
Where is the perfection?
And who needs it?
Can we just trying to do it right?
But we get hurt and the pain comes.
But the pain goes away and the peace remains.

In your blue eyes, I can see the human nature.
and all the environment: the highest trees, the big blue sky, the people passing by.


* Centro de Rastreio Anónimo

11.10.98 - 23.11h: From Oslo With Love X

Fellini - we have a home! We are together!
It's gonna start now! - The old woman smiling. The makeup in her lips out of line. The blue eyes smiling. We gonna make it! - A life. Apreensive...

He is thinking how it´s gonna be. Exciting!
Small house - a little garden. A kitchen with lots of light. The room. The funny small bathroom.<
br />
O contrato. Não é totalmente seguro.
Mas o suficiente para começar uma vida juntos.

Revejo a minha vida de relance. Folheio este caderno.
Vou começar. E desta vez é a sério.
E vou ter de encontrar um emprego.
Não muito árduo. Que seja agradável.

Ele está na minha vida. Somos amigos. Amantes.
Tenho um husband.
Confiamos, discutimos, sonhamos.
Juntos.



Ele está preocupado. Sinto-o.
Vamos ter de trazer a mobília. Montá-la.
Arrumar a casa. Para a Vida.

03.10.98 - 01.25h: From Oslo With Love IX

Chegou. O meu amor, o meu marido, Temos um grande problema, ele está doente, por isso é alcoólico.
O sofrimento espalha-se a todos os que nos rodeiam. Mesmo anónimos.


Sinto que esta pausa de alguns momentos, longe de ti, trouxe uma redobrada preocupação e compreensão.
Sinto-me estúpido a tentar ajudar alguém porque sei que precisa mas se fosse eu desistiria (e daí talvez não!).

Agora é real. E perdem-se as fantasias aos poucos. Mas um sentido de Humano Saber nasce... e é preciso conquistar esperanças. Que planos posso fazer? Só a curto prazo. Abdicarei (de alguns) dos meus. Quero fazer-te feliz. Impedir a tua morte.
Sinto-me impotente. Tal como tu, apetece-me aplicar as várias doses de qualquer letal veneno.
Uma morte inconsciente, indolor.

Temos medo. A dor psíquica está prestes a encarnar nas manchas e feridas que não cicatrizam e que aumentam.
Merda, merda, merda.
Quero continuar a acreditar na justiça. Deixo deus para quem o apanhar. A minha rede é muito pequena. E quero-te ao meu lado. Aquecer-te, abraçar-te, beijar-te. A tua pele, a tua alma.
Estou tão sozinho como tu.

Esta chuva fria...
O sufoco pelo segredo...


Um pouco de compreensão por todos. A facilidade não conseguida vive-se na agressão ao outro.
Desculpa-me! Perdoa-me todas as merdas que te faço. Sãosó as minhas contínuas tentativas para te puxar para esta merda de vida que é a realidade!



Amo-te. E custa-me ver-te sofrer. Porque sei que não vai parar. Vamos sobreviver, juntos!

Não te vou abandonar!
(não sei se estás em casa da cila, por favor, Sim!)

20.09.98 - 03.43h: From Oslo With Love VIII

Um comboio para Amsterdão.

Chove - discutimos e separamo-nos.

Seguimos viagem em transportes diferentes. Combinamos encontrar-nos na Dam.
Entretanto já estamos cheios de saudades.
Mas por pura teimosia só damos o braço a torcer quando chega a hora de dormir.
Estamos desesperados.
Nem um único gesto de carinho ou reconciliação.

Chove - discutimos e abraçamo-nos.
Dançamos calmamente a chorar.





I have a life beyond me. But I need another with you.
Let's gonna make it real.Job, school, body healthy - for you & me.
Our goals (if you agree).

I know that we are both independent.
But we really love each other.
And we not gonna be alone anymore.
Call me, please. I'll go after you.
Save you.

Your my husband. I'm yours.
My will it's so powerfull as yours.
I love you. That's no other true.

Your tender lips, your humanitary eyes.
Blue as the Earth. With everything in it.
I need them to fill it (the humanitary kind).






Train - trap. Discuss - cry.
Dancing together.
The need of being together, live together.

05/06.09.98 : From Oslo With Love VII

Festa da aldeia - estive com os amigos de cá - fiz novos amigos!
Diverti-me imenso esta noite, esta tarde. Ontem. Durante a semana.
(Fui com a patrícia ao ... com ... e irmão, num acesso de loucura, fui com a cila, estive com o marco e o henrique, com o nuno e a ana; passei uma noite com a ana, linda, grávida de seis meses).




Sinto a tua falta. Apesar de me sentir bem sozinho e saber que consigo viver assim. Mas quero-te perto de mim.
Espacialmente à noite. Quero o teu corpo a abraçar-me. Preciso de ouvir palavras que me confortem. Um pouco de compreensão, carinho, só para mim (egoísmo, eu sei).
Mas sei que também precisas do mesmo que eu. E sei que nos conseguimos entender. E que vamos, aliás - é o nosso compromisso, construir uma vida juntos.
Já disse aos meus amigos. Todos me - nos apoiam.

Quero fazer-te feliz.
Mas também quero ser feliz.
Por isso tenho de acabar o curso - honrar pai e mãe.
Mas depois disso quero acompanhar-te onde quer que vás.


Quero também que perdoes as minhas asneiras (corporais)...








Creio em ti, alma minha, outro que não sou não deve humilhar-se perante ti; nem tu dever humilhar-te perante o outro.

Abandona-te comigo sobre a erva; Solta as amarras da tua garganta. Não quero palavras, nem música, nem rima,
não quero hábitos nem lições, nem as melhores.

Quero apenas a quietude, o murmúrio da tua velada voz.

Canto de mim mesmo - Walt Whitman

21/22/24/27.08.98: From Oslo With Love VI

Tou fodido: não sei de ti.
espero que esteja tudo bem.

(assalto - Agressão - Perda de Consciência
Hospital de sãojosé - até que dois dias depois
a cila encontro-te)





Ando pela casa freneticamente. Olho a tua lindíssima fotografia. Do quarto para a sala. Penso em escrever aos meus colegas e amigos, apenas um postal. Vejo também a possibilidade d adoptar o teu último nome quando renovar o meu b.i. e colocar "casado" no estado civil.



Hoje há uma festa da espuma. Será que já chegaste a Oslo? A batida da música lembra-me um coração acelerado e uma ansiedade cresce no meu peito. Ontem vi o Caravaggio: a dramática paixão do pintor, a agonia da doença após matar o amante, um surrealismo patente nos adereços, os quadros vivos como cenário. Lembro.me da descrição erotizada e dos corpos dos actores. O papa como diabo.

O calor dentro do quarto é análogo ao teu abraço e ao dormir colado ao teu corpo. . Faz-me sorrir. Estou demasiado alegre e todos me acham estranho. Até eu próprio. São 19h. Imagino o que estão a fazer os meus amigos e tu, Jan, o meu Jan. Quero fazr-te todas as promessas, todos os planos e que me domines numa doce manipulação. Para que me entregue completamente à que imagino como a melhor pessoa deste mundo.


Sei que tens defeitos. Mas admiro-te e quero-te o suficiente para dar-te a minha vida e que a utilizemos juntos. Construí um sentido com o valor altíssimo que o amor merece. E nunca sei se amo o suficiente. mas sei que amo. E daí parto para o futuro numa arriscada aventura...
Amo-te Jan.





I'm ready for the new begining: Happy Together
(a film by Wong Kar-Wai- Cannes 97: melhor realização)


Amo-te - por isso preciso de ti. Ando à deriva. Encontra-me.
Amo e por isso sou amado. Recíproco.
O Amor existe.


Leio as páginas anteriores da vida e apercebo-me de uma calma que adquiri
tão necessária para uma relação com o homem mais fascinante, carinhoso,
maduro, mas não muito.
(Quase)Perfeito como o Mundo

com um travo de paixão como tempero.




I don't know what day is today.

Jan is coming... We gonna start a life together.
I'm on vacations with rui in cartaxo.
I don't need to worry but i'm concerned.



Estou triste - e revoltado. Porque não posso partilhar com a minha família a tua ausência?
Por que não posso partilhar a dor?

Quero ouvir-te, ver-te, tocar-te.
"I'm hungry for your touch"
Não consigo, não há oportunidade e dinheiro para agir naturalmente.
"life is hard, so am i"
I like the challenge 'cause i love you, Jan. Even far away.
We just had promise we'll know each other better.

(telefono-te amanhã, também amanhã a paulinha faz anos)


(hoje pensei em nós paseando juntos pela aldeia)
I just wanna be happy and make you happy!

07/18.08.98 - 19.53h: From Oslo With Love V

Há fogo aqui dentro também!

"Calm and Racionality" I Love You! Love with a little bit of Passion, Adoration. Some adrenaline too.

Mas com espaço para respirar (apesar do calor!)
Daqui vou para faro, depois para lisboa - aeroporto: 12.40h
O voo de oslo, por favor!



Os planos são vagos mas possíveis e felizes. Queria conseguir a sua realização.
A procura da felicidade passa pela manutenção da esperança e progressso constante nas relações, à descoberta dos outros
do outro
de ti


Quero-te - perto - sempre.

E em monte gordo vou ser discreto - aviso do mano.







Não estás aqui!
A fantástica semana de conhecimento esteve perfeita.
O rui, a cidália, a cila. Principalmente a cila.
Estou impotente na tua ausência.
Triste, numa calma melancolia, em crescente desespero.

A patrícia foi ao wc. Vou dormir nas hortas, num sofá.
Queria antes a cama e o teu corpo.
O teu Mar - Olhos Azuis


Vou perseguir-te.
E se não for agora, vou esperar pela melhor oportunidade.





Jay, diz aos homens para irem comer gelados com ovo estrelado,
espalha por aí e por ali que eles não sabem, nem querem saber, o nome do sabor;
só comem por ser gelado e não estrelado...

Ai, tu és homem, tu és como ele tb.
Comes gelado e logo o que eu não gosto,
pq sabe a ovo estrelado!

Jung, tu tb és homem, e devias levar
com um ovo e um gelado na cabeça
na carola, vai-te embora mas volta...
e não desapareças mais do que 24h sem avisar.

Kelly Familly
(Jay and P.J.)



All my life...you are my angel.
I´m changing
and then a star lights my way.



O voo é sábado à tarde.

01.08.98 - 04.13h: From Oslo With Love IV

(Imagining the arrival - I'm with a stupid smile on my face)







I love you, Jan. All the words that you send me had fullfilledme with love. I love you. Jan.

I'm afraid i don't know what is love. But I think it's something like this (why always I'm not sure? Maybe because it gives me such an insanity!)

But I'm happy.
I can't talk with you even faraway - but I need your body close. (this pen is writting very well!)


Forever, always

I'll be yours. You can count with me.
Everytime you need some help.
You can ask me anything.

I need you so much, a person like you.
But not another person
Just you
Only you



This time Love catch us both for real.
For a real love.
And we need to live this love for real.
We gonna make it.
We'll gonna do the rigth thing.





After all, this time - I need more time to think than the others.
I know I love to show you all my world. The things that make me happy without knowing.
Thank god that you understand me.
I love you so...





(I need your love. Let me make your dreams come true. Let me be with you... Let me love you!)

26.07.98 - 22.36h: From Oslo With Love III

A merda do tempo!

Quero que ele, ou ande para a frente - para te encontrar, ou que volte para trás - para sentir novamente tudo o que senti quando estava contigo.



"I didn't know I was looking for love until I found you"



O que é o amor?

Matade realidade, metade poesia, numa confusa mistura onde nunca terás a certeza do que estás a sentir...







While you are away
My heart comes undone
Slowly unravels
In a ball of yarn
The devil colects it
With a grin
Our love

Ourlove in a ball of yarn

He'll never returns it

So when you come back
We'll have to make new love

Björk - Homogenic




Agora vou levar os dentes e arrumar os cadernos espalhados na cama.

24.07.98 - 23.12h: From Oslo With Love II

Estou deitado na cama, ouvindo os cães ladrar.

O festival do sudoeste traz este ano os cure, portishead, p.j.harvey, sonic youth, yo la tengo e mais uns quantos



Estou a pensar em ti, Jan. Quero ter-te sempre a meu lado. Quero participar nos teus planos. Quero que me mostres o teu mundo. Quero incluir-te em todas as partes do meu ser. Quero acordar e olhar os teus olhos azuis. Quero que tomes conta dos curativos quando me magoar...


Estou a pensar em ti, Jan. Quero cair contigo numa cama; Quero ficar a olhar o céu azul, os dois na areia da mais linda praia. Quero fotos da tua cara a sorrir e do teu corpo a saltar. Vivo, vivo... E correr contigo pelo campo ou bosque a perder de vista.





Estou escrevendo profecias. Quero que o nosso pequeno palácio tenha a nossa cara. Pode ser em qualquer sítio. Quero reler todas as nossas cartas, rirmos e chorarmos juntos. Quero ficar em silêncio contigo só para sentir o nosso calor.


Estou a pensar em ti, Jan. Quero abraçar-te quando as tuas esperanças caírem por terra. Quero lamber-te as feridas, descalçar-te e trazer-te as pantufas - e o jornal. Quero discutir contigo os temas universais que realmente interessam - como o nosso amor, os nossos filhos e os nossos planos de trabalho...


Estou a pensar em nós, Jan. Numa vida partilhada até que todo este cultivo de amor tenha esgotado os seus frutos (nunca! só dar-lhe algumas podas...)






(Queria que estivesses aqui.)

08.07.98 / 18.07.98: From Oslo With Love I

Jan-Ole.
I met tou at restauradores last friday.
Today it' wednesday.



The weekend we spent it in albufeira.
He's my birthday?s present.



I'm gonna love him for the rest of my life.



WanTan soup.
We're in the chinese restaurant in a very nice conversation.





And I'm writing at so much time...I have to go.



















Jan-Ole Kjernsmo.
The man of my life.





I'm here in the country side, the hottest summer that i have ever been, waiting for you. I need some news from you... before i go crazy. But (somehow) i feel calm.



Sure that we'll be together forever.
Next year, next century - All my life!





With you, near by me, taking care of eachother.



The wind is telling me that's for sure.
Don't doubt about it.


30.06.98 - 20.06h: Old books X

tenho de estudar linguagem. tenho exame daqui a uma semana. tenho de dizer ao rui que não posso continuar a relação porque não consigo (ainda).

Domingo votei, mas a abstenção superou expectativas (não há consciência cívica neste ´território, as pessoas não querem pensar)
Fui até lisboa; subi ao príncipe real ver os restos do arraial. alguém me seduziu
telefonei a olhar para ele: quando falámos e ele me disse o nome,eu
"espera, tu és o arquitecto e tens uma casa lindíssima ali para baixo.
faz um ano que nos encontrámos".

Fodemos. (ainda hoje me doem os mamilos)






o fascínio acabou. não tenho calma.
o mês acabou. não tenho pressa.
Quero viver (ainda) e esperar
até ter calma.






o reposteiro de veludo carrega o ar de poeira - irrespirável.
Toda a casa está vazia e cada vez mais pesada.
a lareira aquece demasiado as paredes escuras - insuportável.
Nada do que ali está me pode impedir de sair.
O meu pensamento está sufocado.

a claustrofobia da casa alta agarra-me e amarra-me ao soalho.
os lençois velhos sobre os sofás amordaçam-me e atam-me ao lustre.
uma fagulha salta para os lençois ardo numa suave e lenta combustão...

Estou livre!








>(fui interrompido na escrita pelo telefone. era a mãe - estava sozinha em casa e lembrou-se de mim. perguntou-me porque e que nunca penso nela. nunca lhe ligo. é verdade. mas como é um dado adquirido... tem aquela certeza para toda a vida. e sabes que daquele corpo e daquela alma - daquela maravilhosa pessoa, podes sempre contar com o infinito amor por ti)

( de novo interrompido, desta vez pelo rui. vem amanhã e convidou-me para ir à sessão da meia-noite. perguntou-me se eu estava bem. disse que mais ou menos, mas para vir. precisamos de falar, não quero magoá-lo)

11.06.98 - 23.43h: Old books IX



Em pleno período de frequências (articuladas)

A Cátia (mistério da natureza)não tem água.
Fui com a Maria tirar fotocópias a Massamá.
Nem elevador. Mas tem uma sala nova.
Feliz com a luz do sol.

A Patrícia está na loja. Estive lá um dia.
Temos de estudar juntos (se bem que não rendeu antes).
Com a Pê e o Tavares consegui alguma coisa.

A Paulinha está em casa a fazer apontamentos para educacional e não fez psicométricas.
Tenho um exame no dia do meu aniversário.
Ela parece bem. Não sei...

No outrodia encontrei o Tiago e a Graça.
Tinha saudades de os ver juntos. Dei-lhes um beijo.
Iam sair com a Patrícia.Claro!
Seres da noite.

O Nuno ficou a ver a bola (mundial).
A João foi ao Waikiki com a Sofia e a Susana.
Eles estão bem, que bom!

Rui - Patrícia
Estou no meio de duas pessoas: a unir ou a separar?
Com. Simplesmente.Ela tem os pais cá. Ele foi para o Cartaxo.
A Inês tem o Igor mas tb quer o Frank. Amo-os

O Nelson apareceu no Kirk no outro dia.
Fumámos um joint às seis da manhã.

Os meus pais estão cá. Tb!
Tenho de estar. Estou com eles, aouvir a X,
A ver o mundial, a novela, ou o que aparecer (o telejornal).

Lembro-me agora dos amigos do Erasmus. O ano passado tb foi bom!
Alfama está em festa. Os Santos.
A Expo, estrangeiros, o Bairro.

A Filipa deixou-me uma cassete para eu gravar. A Patrícia quer uma. Por mim.

A minha mãe lembrou-me da merda do coxo.(grande buraco)

O Pimenta perguntou por mim.
Tenho saudades do Jorge, da Ana, da Dora, do Raposo.
E dos outros do mano que nãp vejo há bué.

A Ana continua em casa. Com o apoio que os avós lhe dão.
Uma criança. Porque era á última vez que poderia.
Gostava de conhecer melhor o Miguel, irmaõ da.

O Luís já não deve ter os amigos cá.
Devia telefonar-lhe para saírmos nos santos.
Aparecer e apresentar-lhes os meus amigos. Pode ser que...


As nóias dos outros fazem-me pensar. E eu fico com os meus pensamentos. Só, com...

Porque é que parece que que todas estas pessoas se amam? Ou será que é só impressão minha?


(não sei se reparaste na confusão... esta página do caderno faz-me lembrar aquele filme com actores orientais que escreviam o corpo com caracteres.)

23.05.98 - 22.20h: Old books VIII

Já assinei as fitas todas. Achei a caneta prateada.

O Tiago faz anos. O meu irmão queimou as fitas. Passaram três anos desde que estou em Lisboa e sinto-me mais EU, mais próximo de quem desejo ser. Será que algum dia vou conseguir ser eu totalmente?




Apetece-me telefonar para alguém.
A Patrícia, o Tiago, a Patrícia, o Rui, a Paulinha.
A Cátia,o Nuno e a João, a Susana, a Ana.

(estou preocupado com os apontamentos mas não muito)

Na sexta entreguei o trabalho mas não fui à aula. Fiquei com a Joana, a Sofia, a Bárbara e a Dora no cais com chocolates, canhões e cerveja. Depois fiquei no ferrador com a Patrícia, o Rui, a Ana Sofia, a Rita, a Teresa, a Susana e os amigos deles.
Começou a chover no dia da inauguração da Expo'98 ( os autocarros têm antenas como as formiga...)

Lembrei-me de telefonar para o Luís. Ou ao Luís, ou ao Alberto
(não, do último não tenho o telefone)Quarta apareço no Antro e convido-o a tomar café.

Estou demasiado social (perco-me, diluo-me - já escrevi isto antes)




Sábado à noite em casa. Os meus pais dormem na sala, os vizinhos do lado estão a discutir alto e o meu irmão foi jantar com os colegas.

Tenho o trabalho de social, seis frequências e o exame de linguagem.

(quero ir para educacional, quero ser EU, quero)

15/20/21.05.98 : Old books VII

Ontem ouvi o José Saramago. Esperei pelo Zé Matos, pelo Miguel Santos (o último nome serve para futuras referências)- joints, vinho, bagaço.
E a Patrícia deu-me uma grande ajuda no trabalho anual. Os anus dela foram dia doze no japonês das janelas verdes (o joão fonseca...)
Hoje beiço inchado devido a sexo oral.
Estranho conhecido dormindo apaixonado em lençois queimados
Fala taciturna e vespertina




Sinto-me a flutuar
Outra vez
estou leve
É breve
como a neve





Comboio para o Rossio. à minha frente vai um gajo meio maluco a falar sozinho. Passou sobre a carruagem um pássaro com o bico cheio
Perdi a caneta castanha. Vou comprar outra. E o dinheiro corre por uma telha






(dia seguinte)Não comprei a caneta.
Estou na esplanada -relva do CCB, descalço, com a túnica marroquina da Maria. Fresco. Ao fresco (como a fotografia que rasguei)
As pessoas vêm e sentam-se, olham-se, gostam-se ou acham piada umas às outras. Conversam nesta tarde amena, pela agradável plataforma ajardinada à beira tejo.
Oiço a água correr pelos canais de mármore branco vindo dos EUA ou Austrália (não sei bem)
A merda dos pássaros piam alegremente.
Até penso que encaixa harmoniosamente na composição bucólica mas prefiro uma música actual.
A tocar baixinho
(nas colunas pequenas situadas nos postes estratégicos)

Vim com a Patrícia. Estudar um pouco.Ela, é claro. Eu estou a escrever aqui
O gajo lá ao fundo deitado no muromexe no cabelo descolorado. Muito sensual. Sinto atracção a uma distância de quinze metros. É possível?

22.04.98 - 16.27h / 04.44h: Old books VI



O que importa é o que aprendemos com as pessoas. A viver: abrir os olhos, a boca, ver e falar, conhecer, aprender. Com a beleza, a dor, o calor, o frio. Abrir e fechar os olhos. Ficar com os amigos, ficar comigo.


Acordei tarde. Fiz o almoço, arrumei a casa. Saí prás aulas. encontrei a mónica no comboio. Fomos à bimotor.
O relatório foi o exemplo de uma aula bem programada e mal executada. Ninguém percebe nada (pela desatenção).
Procurei o prof Van Zelst. Recebi dois dezasseis a educacional. Colei os cartazes e fui para o ferras com o Tiago.
Fui com a Inês, o Rui, o Tiago, o Luís e a Vanessa fumar. Amo-os.




Jah, Jah, Jah!
Tu m'hipnotize parce que
j'aime la montaigne
Tu és o homem do campo.
já não tenho mais pastilhas
Mas ainda fumo skank

Não me dava pra mais nada.
Quatro vitesses. Agora só falta
Jah, Jah, Jah

Joguei à bola na aula
E isso não era bom.
Comi uma chavala
ainda de biberon (e o leite era bom)
Jah! Jah! Jah!

by frank






Borderline


Passagem ao acto.
Risco. No fio da navalha. Na corda bamba.
Na rampa, o salto.

Telefono-te a qualquer hora do dia ou da noite.
Saio e percorro ruas. Debaixo de toldos escuros.
Na lama do trilho à beira dos carris.

Impulsividade, Agressividade, Sexualidade
Mordo-te os lábios, arranho-te o rosto com a barba por fazer.
Enfio a língua, penetro-te os ouvidos:
Porque não me ouves?


Raiva constante, crónica sensação de vazio
Já me foderam, já fodi
para encontrar um pouco de calor.
Hoje consegui - compreende-me alguém.




Medo da solidão

18.04.98 - 03.18h / 15.02h: Old books V




Fui catado. Outra vez. Pelos mesmos: os putos blacks que andam a aterrorizar o bairro.Tá bem. Querem pertences ( ainda por cima, para dar aos mais velhos. Mas não os dos outros!

Apetece-me morde-los, arrancar-lhes bocados de carne e come-los. Vivos. Ver os seus olhos também aterrorizados. O sangue a escorrer-me pelo pescoço...

Ser o cúmulo de Sade.
Sei lá... apetece-me.

(por que é que a miúda nos deixou aqui o djambé e o cristal? Ela não pode estar apaixonada por mim, não pode! Agora o gajo já era apetecível...)





A sensação que tenho é de que o tempo passa depressa demais. (o frank é o rui e o rui é o frank)
Os amigos vão e vêm como se a terra girasse a uma velocidade estonteante.
A associação vai acabar. Eu começo as coisas e não as acabo. E stresso com o trabalho anual.
Foi a tuna, a secção informativa. Quero estar sempre com gente nova.
A mãe é que tem razão: somos (eu e o meu irmão) muito influenciáveis.
Somos água de rios (já dizia o Miguel Ângelo)





Mas vão ficando. Aqui, em mim: na memória, no coração, como queiras.

07.04.98 - 22.55h: Old books IV




Preciso de colocar margens. Estou a fugir-me demasiado e às vezes já não me penso.

Procuro na noite um brilho que me acenda
Encontro estrelas cadentes, decadentes
A própria lua não é de fiar. Incha e desincha como se alguém precisasse de a insuflar. Um sopro forte para conseguir levá-la à loucura total (full-fool)


Trago as estrelas. Apago-as
Levam-me as estrelas. Apagam-me
Contínuo gesto que não deixa marca.

Quero voltar à minha estrela

Voltar a cegar-me com a côr - o brilho
Tremer antes de a tocar - de a beijar


A calma descontrolada
A apatia evasiva
Uma fonte inesgotável de vazio

Não me chego.



Quero-me mais!
Quero transbordar-me, não transtornar-me
transformar-me, não transgredir-me
transportar-me, não transfundir-me
transmitir-me, não trasladar-me





A lascívia lava-me o corpo
A luxúria limpa-me a carne
Perco-me nos leitos quando neles mergulho
Não alcanço a tona porque não a procuro

à toa
Não me interesso


O gozo instantâneo sem juntar água.

31.03.98 - 09.11h: Old books III


08.30 a.m. Campolide
Copos no ferras, perdido em alfama na companhia do Rava, da Patrícia, da Cátia e da Tita. Jogos de verdades, de brincadeiras para rir. Mais copos com um charro à mistura.


A côr.
É o que menos me faz pensar.
(Hoje à noite já apertei a mão e dancei com tanta gente)

Cabelo lilás, olhos azul-acinzentados.

(Já choveu)
É a fingir


Encontrei o Pedro pintor no kirk, levou-me (fomos) ao finalmente. Conhecemos a Marta-Carlos e ele, apesar das caras feias, fartou-se de dançar com ela.
(tem cá uma pica aquela rapariga)
http://dirtylovers2.free.fr/

E o José
o josé e a côr
a côr cinza dos seus olhos
a côr lilás dos seus cabelos


Mas é a fingir


(Queria mais um amigo - era bom)






Pensar o Corpo: Real / Imaginário

O Poder Criativo da arte de Representar: Dramaterapia






Toda e qualquer segunda vez verdadeira é a libertação da primeira. A primeira vez faz com que a segunda redunde em riso.

(ui, esta não tem data escrita...)* - Há dez anos era assim...

* Texto compelido pela traição carnal do objecto da paixão platónica numa cama habitada por quatro elementos totalmente ébrios...

Se as emoções irrompem violentamente, tu abáfa-las debaixo dos lençois e finges dormir.
Se tens medo do que possas fazer depois, escondes a cabeça entre as pernas e regressas ao ventre.

Cada batida prolonga o ritmo das ancas e dos movimentos abdominais. Cada gemido de prazer arranca-te a pele e rouba-te a alma. Os lábios que se descolam cravam saliva que, como veneno, embriaga, enebria.

Nada do que o rio levar voltará a reaparecer. Sucumbirá à força das águas que suga todos os membros.

Ao calor irradiante aproximam-se as almas que abandonam a razão e expõem-se sobre os leitos, entregando olhares na sua pra expressão. Esquecem as vidas e entram num limbo povoado de cheiros e névoas.

Todos os punhais que trespassaram a minha carne sumiram-se nos séculos e continuam a trazer a profunda dor da perda a cada regresso.

Como se o sangue escorresse para sempre pelo meu peito e criasse outro mar onde todas as criaturas vivas morrem em sádicos decepares e gritos agudos.

Uma atroz agonia que projecto nessa imensidão de líquido de cada vez que as pequenas coisas me fazem sofrer. Na errância nocturna, como um peregrino por ruelas, jardins e pensões, deixo leves marcas que o vento perde nas planícies longuínquas dos desertos e glaciares.

Deixa-te ficar, bebe mais um copo, faz outra sopa que o dia ainda está a meio. Cobre-te e aquece-me, come-me e vomita-me logo pois a digestão não é tão fácil como parece.

É entre equívocos e ilusões que estão os fragmentos das existências. Nos espelhos que reflectem uma luz disforme, surgem todos os rostos que incendeiam as memórias e nos levam a descobrir as faces da lua.

Na sucessão intensa de imagens percebem-se beijos, risos, surpresas, corpos, olhares, lágrimas, desesperos e um ímpeto que surge como a a linha da vida. Os dias perdem a forma, o tempo não faz sentido e todos os espaços desvanecem-se sob os teus pés.

Muda-se de máscara, pintamos outros cenários, encontramos mais figurantes que queiram pisar o nosso palco. E, sem saber, distribuímos papéis principais a outros otelos, mefistos e medeias.rasgamos os trajes que vestimos como novos e que deixámos apodrecer com o uso desgastante que lhes démos.

E voltamos à estrada, fazemos guerras contemporâneas e colocamos a paz posterior à morte. Os banquetes e orgias anestesiam-nos para aguentar o peso real desta saga. Com o que acreditamos, combinamos energias e modificamos os sentimentos.

Nada á certo. As dúvidas são as únicas certezas e agarramo-nos às possibilidades como tábuas de salvação que flutuam à deriva. Ao longe avistamos cidades e ilhas de que fugimos com medo que nos engulam de novo.

Percorremos estradas e labirintos, abrimos portas e janelas, defrontamo-nos com becos sem saída. Andamos, andamos, andamos, com a sensação de que já estivémos naqueles lugares imprevistos, mas já vistos.


(daqui foi feito um recital de poesia na faculdade, onde o próprio sujeito me ajudou na preparação de voz, em pleno cais de santa apolónia)

24.03.98 - 14.31h / 18.24h: Old books II



Depois de uma ressaca emocional, depois de uma relação fracassada, uma amena e calma vida afectiva. Passar as tardes no Ferras a amigar.
As causas foram um crescente desconhecimento do par ideal, uma desconstrução do ser imaginado pela realidade que entrava progressivamente nas nossas vidas. Os pequenos choques e discussões geraram uma constante de mal-estare ódios, chegando ao estado...
(Ñ acabei de escrever pq fui fumar um porro)

(Caga na cena, não há de ser nada)






Ainda...
botas, boxers
botões, braguilhas

Vejo a vaca da minha vida
Magra


Sem contento.
contexto.
conteúdo.

Um vácuo

Será que vou continuar a sentir-me assim: Vazio?

18.03.98 - 05.47h: Old books I

Delete
Camas, espelhos, punhos, letras, sons.
Gritar em silêncio - estou cansado.
São vapores carabínicos, canabínicos, tiros que trespassam os crâneos e param o coração de súbito.

Quero ficar a pensar mas fora daqui
noutro espaço, mais aberto

Os raios escorrem pelos últimos vidros, o brilho apagado deve-se às sombras.

Eles estão a chegar



Enter
É no escuro que as formas se desfazem.
É nas noites que oscorpos se perdem.
A matéria etérea dissolve-se no tempo
Não sobra o mínimo contorno
a mais ínfima linha esmorece e desaparece
na ponta da luz
que vimos
no fim da linha...
no fim da vida.

E explode,
exala,
exagera

A carga está pronta...
A energia vai...
...sem querer parar!





A luz doi, cega.




Escape
Penetra-me a carne e recorta-me os órgãos.
Desintegro-me e sou levado pela corrente
Estou preso nas plumas de um anjo
Não sei onde estou
É demasiado azul
Os olhos negros fecham-se perante tanto esplendor.

Nada se pretende, nada é falso

Sem qualquer horizonte na frente

Só o azul
profundo
límpido
líquido


Input
Movo-me lentamente
A densa massa que me envolve dá-me imagens pouco nítidas do fundo
Afundo-me
Giro sobre mim mesmo
Sem rota
nem rumo


Deixo-me levar
Sou arrastado - já não tenho mais forças.
Deito-me.

Durmo,
doce

doce

Correntes