21.12.07 / 29.01.08: Diário da Última Paixão (SMS)

A comunicação neste estado é estranhamente semelhante entre os vários sujeitos que se colocam no papel de amantes, não ‘e? (são apenas algumas... as k guardei em RAM – resident alterated memory)



21.12.07

Moi: E boas festas... pelo corpo todo (para o ano, se quiseres, eu cumpro) beijos longos e lânguidos! E boas viagens, sem furos. Até já 14.19h



Toi: Beijos carinhosos, tb para ti seu gostoso. Até ao ano. Há coisas... e pessoas fantásticas, não há? 14.28h



Toi: Acho k não te mandei bjos suficientes hoje. Milhoes deles pra ti. 17.03h



Moi: Assim aceleras o meu coração e deixas-me sem palavras e so me apetece chamar por ti alto ou seguir-te e procurar-te... Mais, muitos, beijos enormes. Obg. Por continuares a desbloquear o que sinto. AMO_TE 20.10h



Moi: Desculpa, não consegui resistir. Só para dizer que os interpol ainda não deixaram de tocar e o teu perfume azul permanece no meu casaco. Tem uma noite excelente, beijos sempre. 23.36h



22.12.07

Moi: Muita inspiração para as prendas. És o melhor presente que já tive. Beijos embrulhados 14.48h



Toi: Tu és um querido. Mas tem cuidado porque sou uma rica prenda. Beijos grandes 14.52h



Toi: 1000 beijos para quem?... Para ti Meu anjo liiiindo 21.06h



Moi: E eu que só queria abraçar-te (e levantar-te no ar e girarmos e voarmos juntos... ok, tou a delirar!) E beijar-te todo, muito, tudo 21.26h



Toi: O que tu querias... eu achava óptimo... Também eu gostava de voar abraçado a Ti e subir bem alto... Muito alto... 21.31h



23.12.07

Moi: Bom dia, tarde, noite, prenda minha. Aquilo da demanda da alma ontem assustou-te... Bom, so para dizer que continuas no meu pensament, a alimentar sentimentos (vários) Beijos grossos nesse sorriso lindo 17.25h



Toi: Não assustou nada. Vi a sms tarde e não quis interromper os teus sonhos doces. Beijos grandes, daqui até aí. 17.38h

...

Toi: Eu não sei o k fiz para receber tanta atenção, nem sei se sou merecedor de tanto... Mas sei que tu és um amor. Mil beijos só de mim para ti 20.04h

...

Toi:  para ti tbm. Muitos, muitos, muitos, muitos beijos. 21.36h








Natalices



24.12.07

...

Toi: Apetecia-me abraçar-te muito e dar-te beijinhos. Tem um bom natal. Penso muito em ti. 14.01h



Moi: E eu em ti. Que esta consoada em família seja plena de amor e paz. Que é o mesmo que te desejo dar, mais próximo. Beijos doces, meu Amor! 14.04h



Toi: Tenho recebido muitas mensagens hoje mas sempre que o tfone vibra penso k és tu. Envio-te esta mensagem para receberes mais beijinhos MEU ANJO QUERIDO



Moi: Não sei se é uma boa altura ou estás a caminho da missa do galo ou à espera de abrir os presentes, mas de aqui te envio uma caixa cheia de beijos embrulhados em ternura e abraços bem apertados. Feliz Natal! 23.32h



25.12.07

Moi: Amo-te, com esta leveza, com esta facilidade (era isto k eu queria dizer-te) 00.32h



Moi: Bom dia (de natal, de chuva, de amor...) meu querido! Espero que estejas calmo e bem. Só para te informar k volto a odemira e k voltei a saber, a saborear o que são saudades. Agradeço-te esta nostalgia penetrante e na incerteza do momento... posso ligar-te? 17.28h



Moi: Cheguei agora mesmo e já chove. Beijos tranquilos “All i want for Xmas is you!” 19.07h



Moi: E a mim só me apetece subir até aí para te os dar. Mas... como não é viável nem provável... (se bem que... gestos desesperados... ) mas seria louvável. Amo-te. E beijos, muitos, muitos beijos. 21.27h



26.12.07

Moi: Só para enviar o último beijo de hoje: delicado, envolto em toques subtis, língua e pele... (sim, terá de ser aqui em casa pq na casa dos teus pais não seria confortável) bons sonhos, Lindo! Até amanhã! 00.08h



Moi: Bons dias! Só para desejá-los à séria, mesmo, com alegria, bem-estar e ar puro. Estás aqui. Beijos grandes12.25h



(a caminho do forum algarve para trocar uma prenda da joana)

Moi: Ok, tentei ficar em silêncio mas estou preocupado. È de saúde? Física ou mental? Tem a ver comigo? Posso ligar? 22.22h



28.12.07

...

Toi: Olá Meu querido. Tu não percebeste que quem está aqui para Te ajudar sou eu. Tudo o k senti e ainda sinto em relação a ti é real e verdadeiro... Acredita que é verdade. Posso parecer cruel mas tenho muitas saudades Tuas... Apetece-me, abraçar-Te e fazer-te muitos miminhos. Miss you... Beijos 18.30h



Toi: Há pouco olhei para o telemóvel e o Teu silêncio tocou-me profundamente. Apetecia-me já voltar para aí. Apetecia-me envolver-te nos meus braços, sentir o teu coração contra o meu peito, carregar a tua tristeza, apetecia-me voltar a ter o sabor dos teus beijos, apetecia-me dar-Te tanto amor, apetecia-me... 20.08h



Toi: Nunca foi minha intenção magoar-te. Estás cá. Abraços fortes e muitos beijos... Desculpa 20.42h



(último dia de trabalho, torci um pé com uma bebedeira de medronho a saltar uma fogueira no jardim da fonte férrea e saí das urgências do hospital do litoral alentejano para são luís à boleia com um médico holandês que me ajudou a comprar muletas, depois pagei-lhe um café.. dormi três horas no sofá e as gémeas foram levar-me à funcheira para ir para o reveilhão, depois das irmãs se despedirem de mim.)




31.12.07

Toi: Que 2008 te traga muita muita muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuita felicidade. Beijos 14.39



02.01.08

Toi: Lutei todo o dia para não te incomodar mas... fazes-me falta. Beijos grandes 23.47



04.01.08

Toi: 1000 beijos para o meu AMOR que é Meu e só Meu até ao fim 13.14h



Toi: E já que o dia está a acabar, recebe beijos carinhosos e abraços envolventes. Quero-te muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito18.35h



...

07.01.08

Toi: E eu a beijar-te até me queimarem os lábios. Te quiero tanto. Te hecho de menos 22.51h



...

13.01.08

Toi: Ola meu amor. Eu tbm tenho pensado muito em Ti, em Nós... Todas essas imagens passam na minha memoria... A viagem para odemira, o nosso reencontro, o nosso jantar, a nossa noite, a nossa viagem, ... Tu! Beijos saudosos, muitos 17.14h



14.01.08

Toi: Olá meu querido. Tenho pena de não estar convosco aí... Há que por as ideias no lugar (estou a tentar). Apetecia dar-te muitos abraços e beijinhos... Até já. Continuas cá comigo Meu querido 16.15h



...

16.01.08

Toi: Bjinhos para ti tbm. Estou na aula, bjs, bjs, bjs 11.29h



...

20.01.08

Toi: Dorme como um anjo e acorda como tal meu querido. Beijos para te embalar 01.26h



...

21.01.08

Toi:  estou muito feliz por saber que tu também estás. Tem um bom dia meu querido. Beijinhos Beijos... Beijos... Beijos... 11.29h



...

29.01.08

Toi: Bons sonhos Meu querido. Fica sereno. Beijo grande. Obrigado por esta noite maravilhosa e tranquila 01.30h



(jantar no jasmim, paroles de Jaques Prèvert)








My Last Love


29.02.08


Moi: Ok, tive saudades. Só pq me lembrei k vivi / vivemos momentos felizes. E k es um ser muito especial; E k te amo (ja de outra forma) Apenas para enviar um beijo. 20.07h

08.03.08 - 02.58h / 03.48h: Tabebuía Impetiginosa*

Ok, depois de uma cola com hamburguer e espinafres no tivoli forum, num restaurante verde-menta (nº3 amputado), e de um vodka no lançamento do nº2 da revista Parque na estufa fria, sai a 1ª mensagem em directo depois da nºO (a primeira da lista) e, há que dizê-lo, the party sucks and we had to leave it. Fomos gastar o resto da gasolina, em soluços e com a mão queimada na cloche, ver casas para campolide e campo de ourique. Devaneios sobre amores passados, presentes e futuros; a perfinst dos chapelinhos, riding pânico em nova iorque, curvas manhosas e conversa da droga.












às sete a sair do algarve, às oito e meia a ver os putos da secundária de beja, o espanto da secção informativa da autoridade para as condições de trabalho (pelo menos o subsídio de desemprego - ao que parece não me expliquei bem ao sr. procurador da comarca de odemira...), quilómetros de planície, a entrada da serra de grândola, a igreja e castelo de santiago (com respectivas casas e capelas abandonadas)...










Um almoço presuasivo e barato, para fumadores, muito saboroso; o vinho falado em alemão e o amigo de limoges, o erre-vê-cê-cê explicado por miúdos - a metodologia para adultos, o caminho de ida e volta a melides, das cidades invisíveis e mitológicas (urbanismo), do blade runner e filmografia futurista para papéis sexuais do passado que permanecem, para a clonagem e organismos geneticamente alterados (da saúde)- a estética da moda sempre permanece a do momento presente.










Rebolei-me na rebentação, sequei-me nu ao sol, descobri origens milenares na contemplação da paisagem, escrevi o nome e a proveniência num registo de visitantes... a luz do tanque no vermelho (a dobrar) um pão, galão e queijada de requeijão. Vocês sabem quem são...


Agora tento coincidir números com imagens enquanto bebo água morna com pau d'arco* (também em pomada!). Estou exausto! P.S. - Amigo morzinho, tem calma, amanhã vemo-nos!

20.10.07 - 14.32h / 14.37h*: Angel in America

After Lunch (SuperTramp)





Classical - Lyrical






Ethnical - Native Indian





Performanced live at Bethesda Foutain - Central Park NYC
* aproximadamente

22.10.07 - 15.12h / 18.21h*: Art at MoMA



Adivinhem quem criou, fez e não pagou? (para ver)






Painting

















Sculptur








Conceptual








*A data e hora estavam no bilhete, o museu fechava às seis da tarde.




13.10.07 / 23.10.07: Walking Down (Pre-Visões)






Urano Conjunção Ascendente: Verdadeira Libertação


Do início de maio 2007 até meados de janeiro 2009: Ao longo deste período, seus relacionamentos se alterarão tremendamente, pois você tentará eliminar as restrições e obrigações que o vêm cerceando. Você começará a sentir-se impaciente e rebelde diante de todo tipo de limitação. As pessoas o julgarão imprevisível e podem perturbar- se com suas atitudes. É possível que seus novos contatos e amizades sejam radicalmente diferentes dos anteriores. Se estiver preparado, este trânsito poderá propiciar-lhe a única libertação mais significativa, isto é, a que livra a mente de suas ilusões. Muita gente começa a estudar astrologia e ocultismo neste período, como uma forma de chegar a essa libertação. Embora tais disciplinas possam representar um grande passo, você talvez conclua que todos os sistemas de interpretação do mundo terão sempre as mesmas limitações quando se permite que a abordagem se torne rígida e dogmática. A verdadeira libertação exige que se chegue a um ponto em que todo sistema ou estrutura é adotada por opção, isto é, quando se é dono da própria vida.





Júpiter Oposição Sol: Um momento de decisão


De meados de fevereiro 2008 até meados de outubro 2008: Este pode ser, e geralmente é, um trânsito muito positivo. O que ele vai representar ao fim vai depender de sua forma de abordá-lo. Em muitos aspectos ele representa um período de culminância em sua vida, incentivando-o a expandir-se para além dos limites do razoável. Não há dúvida que agora você terá uma boa chance de sucesso em diversos setores e, dentro de certos parâmetros, deve tentar obtê-lo. Entretanto, deveria não se ater apenas ao crescimento físico e material. Mesmo que não possua todos os bens materiais que deseja, deveria prestar um pouco mais de atenção em suas necessidades interiores e espirituais. Em última análise, nada satisfaz tanto quanto a própria satisfação. Os bens e objetos que adquire, o dinheiro e até o prestígio social são apenas artifícios que lhe dão a sensação de satisfação. Em si, eles não são a própria satisfação. São seus problemas íntimos que fazem de sua vida menos do que poderia ser, mesmo que tenha problemas correspondentes no universo material. Você deve procurar as soluções dentro de si mesmo, e este trânsito representa um momento de decisão, quando você deve começar a procurar respostas.











Júpiter Oposição Júpiter: Cuidado e comedimento


Do início de março 2008 até o início de novembro 2008: É provável que, durante este trânsito, você se sinta muito bem, com segurança para enfrentar qualquer coisa. Trata- se de um período em que se sentirá otimista, como se fosse capaz de tudo. Entretanto, pode ser que esteja sendo excessivamente confiante, portanto cuidado para não assumir mais do que pode fazer. É possível que alguns antigos projetos atinjam seu ponto decisivo agora. As consequências disso podem ser boas ou más, a depender de seu acerto ao estimar sua capacidade no passado. Talvez este momento lhe exija mais do que você pode fazer e, nesse caso, é melhor abrir mão de certas coisas. Este período também pode trazer uma certa inquietude, pois você sentirá como se seu universo habitual simplesmente não fosse "grande" o bastante ou não lhe trouxesse experiências suficientes. Caso se sinta assim, precisará ampliar um pouco seu raio de atividades, mas lembre-se mais uma vez de não se exceder.





Júpiter Sextil Ascendente: Trabalhando em conjunto


De meados de março 2008 até meados de novembro 2008: Este trânsito é extremamente favorável a todos os tipos de contatos sociais. Você receberá benefícios através das pessoas, sendo provável que também beneficie os outros. Se decidir fazer as coisas sozinho, provavelmente estará desperdiçando uma excelente oportunidade, pois teria enormes vantagens trabalhando em conjunto com amigos. Além disso, terá a chance de realizar projetos que podem reverter em vantagens particulares, vindas das pessoas com quem convive no trabalho ou nas vizinhanças, pessoas essas de quem normalmente não se esperaria muito além das gentilezas sociais de praxe. No momento você terá oportunidade também de expandir seu contato com o mundo. Às vezes este trânsito prenuncia viagens, mas o certo é que encontrará pessoas cujo ambiente seja culturalmente bastante diferente do seu e cuja experiência o ajudará a ampliar sua visão. Muitas delas podem tornar-se suas amigas, gente cujo conhecimento lhe trará benefícios. Além disso, poderá beneficiar-se também da convivência com velhos amigos. Talvez receba de um deles um convite para uma sociedade ou uma dica para progredir de alguma forma.











Júpiter Oposição Lua: Tomando a iniciativa


De meados de março 2008 até o final de novembro 2008: Este será um momento em que os sentimentos e emoções terão papel importante em sua vida, tornando importantes também os relacionamentos em que essas duas coisas estiverem em jogo. Este trânsito normalmente é vivido positivamente sob a forma de afeto e sentimentos amenos tanto dentro de si mesmo quanto dos outros. Emocionalmente você estará muito generoso e receptivo. Os relacionamentos em geral se mostram bons e gratificantes, sendo que aqueles em que estiver investindo há mais tempo podem começar a frutificar agora. Este é o momento em que você poderá identificar quais os que valem a pena e quais não estão nessa categoria. Tudo dependerá de sua reação geral a este trânsito. Se ficar exigente, então seus relacionamentos piorarão. Mas se o trânsito despertar-lhe sentimentos de calor e generosidade, serão bastante bons. E esse será um bom modo de descobrir em que pé você está com este trânsito, pois seus contatos, principalmente com as mulheres, lhe mostrarão claramente seus efeitos.



By Astrodienst

27.03.07 - 20.27h / 19.12.07 - 11.15h: SMS do Ano Transacto

Algumas das SMS que guardei até agora... preciso de memória móvel!





27-Mar 20.27 (nº identificado)



Conforme combinado, mandei-te uma mensg no dia a seguir a nos conhecermos. Passaram-se 2 semanas... sem notícias. Respeito o teu silêncio. Espero q encontres tudo o q precisas e que tudo te corra bem! Espero com o tempo, conseguir desvendar o enigma das linhas das minhas mãos J



12-Maio 02.06 (nº identificado)



Olá joão, estamos no monte em penedos. Amanhã ve qua a ter e vamos no monte da irma da quida, ta bem? J Baci, Ambra



22-Maio 10.11 Carlo Folesi



Bom dia aqui em casa tengo tu jantar! I’m so sorry 4 ontem. Café a las 11 ao chefaris?






29-Maio 03.44 (nº identificado)



Ola JP tudo fixe? Recordo todos os dias o fim de semana em Odemira. Gostei muito. Beijos Quim



30-Maio 22.26 Alexandre



Como te correu anoite? Tiveste que chamar a policia? Eh, eh!



O4-Jun 00.27 Maria



Eu ja to em casa mas o Igor ainda anda aí lol. O nº dele é o ... pro caso de não teres e quereres telefonar-lhe Beijo



10-Jun 19.30 Zé-Tó



Oiz Joao! Foi bom rever-te e tar este bocadinho. Agora vê lá se não voltas a desaparecer outra vez. Bjs e até breve J



20-Jun 16.17 Maria



Olá este sábado as 9.30 da noite no cine-teatro de odemira vou estrear em palco numa peça. Convido-te a vires assistir... Conto contigo. Beijão grande



22-Jun 14.53 Carlo Folesi



Hola j que tal? Aqui todo bien mas o menos. Ya 2 semanas! Ke saudade... mil besos para todos, espero ke todo vaya bien. With love. Ka





Parabenizando



11.31 – Laura Leão



Parabens! Como estás? O Alex pede para trazeres o carregador! Jokas



14.14 – João Tavares



Directamente de Londres, um grande bj de parabéns da xica e meu.



16.25 – Ana Vilhena (grávida)



Olá querido, muitos parabéns! Espero que passes um super dia! Bjs grandes.



19.04 – Sofia



Parabens joao. K contes muitos ao pe dos mais keridos. Bjx



22.49 – Carmen



Mtos parabens. São os votos cinceros desta aluna. 29 anos ñ se fazem todos os dias. Felicidades



22.49 – Biba



Jony querido. Ha bue k tou pa te telefonar, agora ñ posso tou ao volante J Cm estás, k andas pintando? Bjoca grande



00.27 – Lucas



Oh lindo, ja passou a hora...Mas fica aqui um beijo enorme de parabens! Diverte-te muito! Paula e Riki



14.44 – Carlo



Desculpa soy un cabron. Espero que tambien un dia despues puedo darte “os parabem”... como lo passaste? Seguro muy bien. Te envio mil besos y felicitaciones. With love Ka






21-Jul 01.56 Mocas



Proximo fim de semana consegues vir ca? Eu queria! Love you



22-Jul 13.07 Bete



So sei q com esta perspectiva e depois da conversa k tive com ele esta semana, ñ me parece q fique por aí. Estas em odemira logo? Bjs



23-Jul 19.54 Xana



Era tão bom estares ca na 6ª. A patricia faz anos!



25-Jul 00.16 Mocas



A loli faz anos minha besta...ñ me desligues!



25-Jul 21.10 Maria

Entao companheiro vamos às musicas do mundo? Eu ta to... Responde ok. Beijo



26-Jul 22.20 PatSubt



Amigos, a Jo esta ca e quer ir amanha jantar ao chines do Campo das Cebolas. Apareçam às 20.30. E confirmem para marcar mesa... Beijos e até amanha



26-Jul 23.55 Xana



Espero-te amanha d surpresa p o happy birthday. Ela vai se passar! Campo das Cebolas a partir das 5h Bj gd irmão



02-Ago 15.01 Xana



João, se for preciso, podes levar o flavio ctg até sábado ou domingo? A té ñ tem lugar p ele em alte...



11-Ago 13.32 Mário



Oi jonny este fim de semana começa o festival do marisco em Olhao se quiseres vem até cá ficas ca em casa.



11-Ago 13.33 Biba



O jantar na casa do julio foi cancelado pa dia 1 Set. A Noelia sempre vem amanha. Beijoka



11-Ago 21.52 Xana



Hello, hello onde andas? Traz um pacotinho de bolachas beijo



14-Ago 12.31 Noras



Amigo, a partir de 5ª também estou ai nas nobres terras alentejanas... Estas por aí? Beijocas



15-Ago 20.05 Cláudia



Então joãozinho, tem-se vendido muito plastico ou ainda está dormindo?



15-Ago 20.05



Alo olha acho que ficou um saco no teu carro com uma moldura!? Não é? Grande beijoca




16-Ago 11.43 Madalena



Ola, liga-me por favor. È preciso desmarcar a formação de TIC. Quem são as pessoas a contactar?



16-Ago 11.53 Vicki



João! Soy vicky y estoy con un amigo en Portugal, estas en lisboa? Llegamos esta tarde y tengomuuuuita saudade de ti!



20-Ago 12.48 Laura Leão



Ola! Troco dia de trabalho por dia d ferias na praia da costa alentejana, sem vento e em agosto. Bjs



22-Ago 17.37 Noras



Allo! Vem ca ter... O riki e a Lucas já cá estão! Beijinhos e até já!



11-Set 11.58 Zé-Tó



Mensagem recebida: se não te faz vir ao menos k te faça rir...




12-Set 21.47 Lils



Minha fada do lar! Estou ansiosa por este fds... Talvez o fim do verão se mostre soalheiro. Beijo!



13-Set 22.13 Maria



Então companheiro, ñ diz nada, ñ atende? Qdo puderes diz algo, ok. É que preciso de falar contigo ok beijo



18-Sey 22.39 Maria



Olha joão ja ta tudo ja me matriculei e ja tenho casa e é ao pé da escola, de um forum e de um centro de saúde, e melhor ao pé dos bares. É tudo ali. Brutal, lol. Até tenho uma disco ao pe da sé, sabes onde é?to agora a caminho do bombarral, vou passar lá a noite e amanha vou para baixo. Beijo grande e obrigada



25-Set 17.49 Alma



Obrigada pela cumplicidade... obrigada amigo. Beijo



26-Set 13.55 Lils



João tenho medo da tua fotografia do passaporte... Um grande beijinho e bom dia!



10-Out 13.43 Alexandre



Ola tudo fixe? Desculpa não ter conseguido atender o teu telefonema. Obrigada na mesma. 1 grande abraço.



12-Out 23.49 PatSubt



O nº é o 004477... Boa viagem! Diverte-te!



24-Out 17.01 José



Ola joão – chegaste bem? Ainda sinto o toque das tuas mãos – foi bom ainda que por pouco tempo – beijo do tamanho do alentejo



02-Nov 23.16 Maria



Não demorando tou no rita ok. Beijo



15-Nov 16.23 Claudia



Adeus festa o frango ta com varicela



18-Nov 03.41 PatSubt



Amigo! Vamos jantar sushi na 6ªfeira. Eu, tiago, nora, catia, lucas e rita e rikis. Queres vir? Beijos



19-Dez 11.15 Lils



Parece que temos muito p contar um ao outro... vamos tentar combinar uma data, boa? Beijinhos


03.03.08 - 03.33h

Insónia (acontece de vez em quando)... Desta é de vez: já tinha pensado em fazer alguma coisa da minha vida, das letras, das artes e assim... Contar dos dias passados, dos projectos futuros, dos pensamentos idiotas que me passam pela cabeça (e é melhor por cá para fora antes que dê em louco). E aqui está (teve um primeiro Dilúvio Inicial mas acabou por render homenagem ao Boris Vian) um diário repleto de situações simples e absurdas como só o Jota, o Jay, sabe ter.





E o que quero fazer? Essa é a permanente questão do desocupado. Posso sempre pensar, criar e... começar a fazer. Da melancolia do viver transcrita para quem descobrir esta página.

21.02.08 - 18.04h: Last-time



Alguém anda a fazer mudanças lá em cima...

Enquanto mudo o rolo de papel que acabou e puxo a descarga do autoclismo, o som rebombante dos trovões prolonga-se num continuo de arrastar cirros compactos, chocando uns contra os outros donde chispam faíscas até à linha que acompanha os montes salpicados de casario branco.

Sob um céu carregado de azuis e cinzentos escuros com laivos de luz entre as massas densas, serpenteia o rio de lama a encher até ao interior da serra, alagando os sedentos vales dos baixios. A chuva que cai a medo vai encharcar as charnecas povoadas de pinhais e eucaliptais dispersos, erosionando arribas e alimentando regatos em crescente para os prados e searas verdejantes que começam a despontar...



Hoje começou a primavera – Estão as paredes e o ar cheios de insectos!

Do facto de não estar a fazer nada (fui levar um semi-lanche à Joana), de ter comprado um jornal para ler os títulos ao balcão do Tarro e à beira do Cais, dos patos nadando em “V” no centro do líquido acastanhado que corre contra eles, de ter fotografado este cenário em panorama, dos cigarros enquanto atravessava a rotunda do chaparro de metal, de fugir de carro para casa para tirar a roupa do estendal, de beber o café frio do almoço, neste momento o que me apetece é ver surgirem letras no ecran.

E afinal não chove! A música grita a convidar-nos a sentir ossos contra ossos, a nadar juntos... A vida teima em não correr, não passar (tenho de tirar o relógio de artesanato feito pela magnífica formanda já falecida de cancro!): o processo contra a fundação, o subsídio de desemprego pois não tenho dinheiro, um trabalho de rotina para manter a independência de residência (todos estão a mudar de casa e a minha anseia para breve...)e os velhos amigos a voltarem à cidade, renovados por esta metade de década.






Desce suavemente pelas subtis valetas junto às casas da minha estreita rua, água. Transparente, sem a força do aguaceiro a impedir a visão, na calma da tarde sombria, impregnando lentamente a humidade, tornando o asfalto escorregadio, permitindo uma flora mínima implamantar-se entre as fissuras...

Ao telefone a minha ex-colega, esposa de pastor evangélico, pede-me contactos da Zambujeira do Mar (estavam nos meus registos!)e como não foram feitas inscrições faltam-lhes ainda atingir esse local (objectivo de um Centro Novas Oportunidades: fazer com que o maior número de indivíduos elaborem um portefólio - decorativo para o básico, “um pouco” reflexivo para o secundário – sobre as suas “vagas” competências de modo a contribuir para uma irreal taxa de escolarização nas estatísticas governamentais e um despertar gradual do valor e novas funções da escola “para Todos”); esperemos que se estrepem contra o aumento de analfabetos funcionais, mas, de positivo, que esta vontade social de autocracia seja reflexa do interesse pelas matérias da civilidade e da participação democrática.

Pois, atento às novidades ambientais e aos progressos vindos de acasos, leio mails buscando colaboradores de vendas e monitores desportivos - quero voltar ao trabalho com crianças, pequenos projectos integrados, quero exprimir-me pelo sapateado (1, 2, 3, 4 da Feist), levar o Documentário 239 à Fábrica do Braço de Prata, quero estar mais perto da Arte, desenhar, pintar, sonhar em formas fantásticas... Quero festas e música, gente a dançar!







Na saudosa casa velhota, com os sacos dos últimos têxteis (roupas e cobertas, tapetes e chumelas) no pequeno quarto escuro iluminado por telha-sol, com o banco azul e uma caixa de plático da mesma côr contendo em cinco vasos o meu mundo vegetal, à janelinha, por onde vejo as intermitentes e fracas gotas que vão turvando o meu horizonte, estou fazendo o porro.

Do banco azul vejo a cadeia no alto da colina e os pombos columbofilamente educados a escovoaçar em bando, oiço o Antony e penso nas únicas vezes que esta sala teve meus parceiros a partilhar abraços mais quentes. “All those beautiful boys, tatoos of ships and tatoos of tears”...




Espero a Olga para lanchar. Já não chove mas a luminosidade vai-se.

06.04.05 - 12.32h: Enfant Terrible

Afinal, mesmo com grossos espinhos e carpos apodrecidos nos vários pés, continuam a florir violentamente em vermelho, rosa, amarelo e branco. Chegámos a podá-las e apesar de alguns transplantes, os esforços foram insuficientes para quebrar o estado selvagem em que se encontravam há já alguns anos. E isto necessitaria da passagem de várias estações e de sucessivos cuidados para conseguirmos domar a sua bravura.
Assim mesmo, desmatámos bastante...




Paranoia ou distúrbio delirante (delusional disorder): caracterizada por: desconfiança (suspeita permanente e, oculta na sua aparência do contrário); rigidez (indivíduos autoritários que dificilmente toleram que os contrariem); hipertrofia do ego (egocentrismo marcado e uma autofilia que conduz a uma valorização exagerada e reiterada das suas virtudes, êxitos e atitudes acertadas); juízos erróneos passionais (utilização de um sistema aparentemente lógico mas fechado por uma determinação unidireccional afectivizada; é um racionalismo mórbido, uma vez que exclui tudo aquilo que possa ser diferente ou crítico – o que ele denomina “perigoso” – relativamente às suas ideias; competitivismo permanente); fanatismo pela justiça (as normas, a lealdade e a justiça servem de disfarce ao ressentimento e à agressividade); como mecanismos de defesa utilizam a negação (em particular na presença de ideias delirantes em que o indivíduo, cego pela atitude passional, não é capaz de aceitar a realidade) e a projecção (é extraordinariamente típico pois na sua atitude receosa e desconfiada, ao ser incapaz de enfrentar a sua realidade com outra, não pode assumir a situação hostil que tem e projecta-a nos outros, incluindo a sua ira).[1]





E tudo não passou de um engano; uma gigante, colossal mentira que me envolveu os neurónios até à mielina, perpeterada pelo Dr. G, um elegante, sorridente e solitário senhor na casa dos cinquenta que me colocou na sua teia neurótica onde tantos outros passaram e, ou foram engolidos e cuspidos pelo próprio, ou conseguiram libertar-se a tempo mantendo uma clareza de espírito que exige persistência perante tantos contratempos diários e lavagens de hemisférios cerebrais alternadas (como no caso do “cravo e da ferradura”) pelas intenções ambivalentes desta transtornada criatura. Conheci-o há três meses por intermédio de um seu “amigo” (os quais acredito que existam mas não na forma como ele os compreende) que me vendo desempregado e conhecendo as demandas do Sr., achou por bem conciliar as necessidades dos indivíduos. Pareceu-me então sério mas enveredando sempre que possível no excesso ébrio como fuga básica às suas constantes preocupações com o bem-estar das “crianças”. É alemão, comunicamos em inglês e logo acordamos o início de uma actividade pedagógica no seu monte, patrocinado pela associação “Esperança de Nova Vida” (o que chega a ser irónico no final...). Eu entro para uma semana de observação com um amigo da infância e adolescência, com quem descobri os encantos da arte e da noite, que foi uma fonte de inspiração e aprendizagens nesse período (e agora de novo, já pessoas formadas por outras lides da vida!), e que busca rendimentos. Aí trabalham sós, duas jovens raparigas com quatro rapazes de origens minoritárias emigrantes, todos alemães, cujos problemas de delinquência e alguma agressividade só se evidenciam no contacto com o conjunto e na presença de uma excessiva liberdade aí concedida pelo isolamento da propriedade onde vivem. É difícil ter privacidade e ainda mais manter esta comunidade! A um quilómetro fica a aldeia mais próxima, Santa Cruz, onde vive a explicadora de português (e de outras disciplinas para os que frequentam a escola portuguesa – apenas dois de eles em dois sítios diferentes) de todos os rapazes, que mantem um horário vespertino e uma proximidade amistosa de um ex-funcionário (Mr. M.) que vive na mesma espiral viciosa de “complots” que o seu ex-amigo e patrão, o Sr. G, que vive na minha aldeia com dois outros rapazes de raízes sociais idênticas, sendo que um deles também tem as ditas explicações. Um total de seis “crianças”, tem este núcleo. A partir desta apresentação inicia-se uma complexa trama que começou há dez anos com a vinda deste senhor para a dita propriedade com um seu amigo mais velho que a comprou a uma velhinha que aí morreu. De casa de turismo rural a rituais de amor livre, o Monte da Ventosa foi palco de muitas actividades recreativas e de investimento (bungalows no limite, florestamento por coníferas e algumas represas agrícolas), e a partir do momento que o seu sócio abandona este projecto, o Sr. G. contacta com “amigos” seus que estão a iniciar a fundação da “Nova Vida” e decide receber, num momento experimental, um rapaz para reabilitação - segundo testemunhos de Mr. M., o miúdo vivia só com o Sr. G. que apreciava os seus honorários de forma etílica nos cafés das redondezas e muitas vezes o deixava só ou emborrachava-se na sua presença, quando o trazia; o miúdo deu provas de eneurese pela vizinhança quando por duas vezes o “tutor” se esqueceu dele na aldeia e teve de dormir ao abrigo de terceiros. Um ano depois iniciam-se obras de infra-estruturas para receber mais jovens – um salão, cozinha e balneários – que contam com a vinda de trabalhadores alemães através da agência (como todos chamam à associação, que funciona com os Serviços Sociais Juvenis da Alemanha através de outra instituição – o “Prognos”) que no início tem a sorte de encontrar um casal óptimo nestes assuntos, que fica dois anos, mas depois faz a recruta sem nenhuma base na experiência ou currículo (tal como a mim ou ao meu amigo, os pioneiros portugas a entrar aqui, depois da professora e de Mr. M, de ascendência luso-inglesa) e traz estudantes a iniciar estágio orientados pela ausência do Sr. G. ou pelos seu exemplos pedagógicos de “faz o que eu digo (e muitas bobines de palavras), não faças o que eu faço”, ou extremos emocionais de desprezo e chantagem, desrespeitando as regras ditas há dias atrás, sem qualquer interiorização moral ou ética, num regresso pautado pelo esbanjamento ou regalos materiais como um pai na fase absurda da separação. Tudo isto, sempre camuflado nos relatórios elaborados pelas “queridas” trabalhadoras e adulterados pelo próprio numa mostra de que “está tudo bem, sem problemas!”. Afinal, são só os outros que o(s) provocam! E, ao que parece, a partir daí, durante o último ano, o Sr, G foi tentando afastar-se de todo este clima que inconsciente e irresponsavelmente montou (incluindo um suposto caso abafado de assédio sexual) – de aldeia em aldeia, mais e mais quilómetros tornam-no agora distante, mas não na influência dos seus vastos tentáculos que perturbam e tentam controlar os que supostamente aí tentam fazer alguma tarefa educativa básica que não seja a inerte permissividade e constante inconstância deste processo. Desses missionários (todos trazem mágoas ao Sr. G, depois de uma paixão esfusiante que o mesmo sentiu pelo seu trabalho), poucos sobraram para contar histórias, mais histórias do que as que fui ouvindo de todos os lados, tantas que julguei enlouquecer na permanente contradição, no jogo de culpas e empurra-empurra, de inveja e cobiça. Foram dois meses na rotina do transporte efectivo entre o Alentejo e o Algarve, escolas, supermercados, cafés, acordar na madrugada e chegar já noite dentro, nervos passageiros por birras breves, desespero controlado pelo sol ou pelo calor da salamandra, jantares em família e capuccinos instantâneos, capinar gramíneas selvagens, limpar, limpar, limpar, em disputa ou espírito de equipa, um lago por fazer, arte grega com azulejos partidos ou pintura em terracota, os hibiscos que não vingaram e um mausoléu circular tornado barbecue, dois geradores e uma nova bomba de água, as ruínas da Pereirinha e a arquitectura marciana atrás do palheiro de alguém. Muitas horas de verborreia germânica numa realidade que aceitei como minha até perceber que qualquer maior envolvimento seria um grande erro. E viver com um maníaco à perna não fazia parte dos meus planos... Por isso votei-me ao silêncio. Entretanto outros desenvolvimentos se sucederam e uma desertificação abate-se sobre o monte (ou talvez não).








O tresmalhar das folhas no alto dos eucaliptos faz-me pensar se alguém poderá cair do telhado por estar a disparar aos pássaros no lusco-fusco, ou se alguém já estará cansado de estar sozinho, sem música, nem cão, nem comida, na sua casinha de madeira. Alguém poderá entender agora que as extrapolações feitas à verdade lhe causaram dor e sofrimento e que de novo se encontrará entre a disputa dos seus pais adoptados que esperam que volte para tocar num teclado ou que alguém espera que o amor de alguém o venha resgatar de onde quer que esteja, agora bem longe de ali. Muitos dos sonhos já foram desfeitos e a fina réstia de esperança pode agora quebrar ou começar a ser tecida novamente, numa ráfia ou sisal, mais resistentes. E aí pode estar um veleiro ou uma motorizada à porta de uma grande vivenda, mas o que fazia falta eram apenas dois braços onde sempre pudessem voltar.







“God loves his children, yeah!”
in Paranoid Android – OK Computer / RadioHead 1997

[1] J. Vallejo, Introducción a la psicopatología y a la psiquiatría, 1998, 4ª edição.

22.10.04 / 24.10.04: WWWEnd*



Viernes, 22


Uma qualquer tarde de Outubro, não fosse o relativo entorpecimento da vontade depois do regresso já desejado e quase impedido da voraz Buenos Aires. E depois da manhã esclarecedora de todo um édipo confuso, e de mais um desafio - a condução de veículos motorizados de quatro rodas, ou tornando o objecto mais específico, o Volkswagen Jetta do pai (ao qual prometo que posso tornar-me um bom condutor, inclusive de taxis) – meter as mãos na terra recém-revolvida para enterrar um frasco e uma jarra cheia dos crisântemos que restaram do funeral da avó. Todos os ramos e uma coroa de flores fúnebre, quase todas apodrecidas pelas recentes chuvas, foram para o contentor do lixo ao lado das paredes do cemitério renovado: mais de metade do muro frontal foi abaixo e construiram sobre o pátio elevado a miradouro, mais gavetões de betão e ergueram um novo muro bloqueador das vistas sobre a aldeia, mas telhado pela abóbada celeste e campestre. Do último ramo da dúzia que deitei lá, guardei um cartão de “eterna saudade” no bolso traseiro dos jeans, que não apresentava assinatura do remetente. Ao fundo, um cipreste magro como única referência da campa do avô entre os outros (perdi-me e tive de perguntar à mãe) e ali estava a sua fotografia, com o cabelo pintado que apertava o seu manso rosto, no mármore em forma de livro com o epitáfio, sobre outro do mesmo tamanho, enterreirado, e mais um molho floral descomposto na jarra apertada pelas duas pedras para não cair. A mãe acrescentou à jarra que preparava para o avô uma rosa que surgia numa das plantas ali colocadas para embelezar o novo passeio aberto e a minha veia comunista fez-me alertá-la para o facto de que se disseminasse o acto, acabaria o prazer comum de disfrutarmos juntos a “alegria” daquelas flores. “É só esta!”. Sob os raios febris, fomos limpando o monte de terra sobre um caixão deposto há mais de duas semanas (na tarde antes da atrasada festa de despedida que me fez perder o avião) e, com um trapo tirado por ali, a vedação de alumínio circundando a descrita lápide com cinco anos de presença. Tentei acender a primeira vela retirando a água e até mudando-a da cabeceira da avó (só indicada pelo nº 37) um pouco mais para a direita por causa do vento mas este não permitiu; a segunda foi a mãe que a ofereceu a uma das três senhoras que por ali também estavam (e que obrigatoriamente nos deram os pêsames) para colocar dentro da gaveta do seu ente falecido – o que recusou depois de uma das senhoras explicar que viu um vidro estalar, mesmo com o argumento dado pela mãe de que agora as janelas tem um respiradouro, colocando-a no piso, junto à janela – e que também apenas se manteve acesa por poucos segundos. A última foi acesa já depois de colocada dentro da lamparina e inclinada para que a chama do isqueiro lhe chegasse e com um pequeno toque, voltou à posição vertical. Apenas o avô teve direito a uma pequenina chama velatória.




À volta para cá, sempre acompanhados pelo autocarro que vai levar as crianças da escola aos seus montes, parámos no vendedor-ambulante, na entrada da aldeia (que já havíamos visto à partida) para a mãe comprar flores de plástico. Como sou contra, neguei-me a ir e nem sequer saí do carro. Voltou com dois ramos de brotos vermelhos. Dei a volta às duas ruas principais e à igreja e encostei ao passeio paralelamente, a poucos centímetros. Quase perfeito, depois de muitos arranques e inversões feitas como se nunca tivesse tocado num volante (tenho sempre o pé colado à embraiagem, já me dizia o instrutor e a mãe volta a repetir o mesmo) e uma, já habitual derrapagem à “três duques” feita no ramal do Giões, ultrapassado depois pela âmbulância da Cruz Vermelha. Os nervos à flor da pele já testados de manhã, saltaram de novo no volume da voz da mãe e na ruborosidade e expressão assustada manifestas na sua cara. Travei, e voltei a deixar o motor ir abaixo a seguir à manobra arriscada (as consequências de derrapagem e capotagem lembradas aos gritos). Pensei: “Isto não é para mim!”. Sorri com ironia para o destino. “Não sou capaz de fazer nada direito.”

E de volta as frases da manhã, enquanto olhava da varanda os cravos túnicos (os cempasúchis dos altares mexicanos para os mortos): “Isto são reacções de um Homem? São atitudes, palavras de alguém com juízo? O mundo não gira só à tua volta!” Palavras com raiva, de muitas mágoas guardadas e tristezas contidas, discursos ao alto sem interlocutor, ambos desviando olhares até que a mãe se aproxima depois de um pranto contínuo por meia hora, penitenciando-se por toda a sua família, por o que fez e o que não fez, julgando-se enquanto escrava da vontade alheia e aí sim: o abraço catársico e conclusivo, um rio de lágrimas descorrendo declarações de amor mútuo. No rescaldo, terapia de afazeres domésticos: limpar as campânulas do candeeiro do tecto do seu quarto, lavar a loiça de dois almoços e um jantar, limpar o balcão, arrumar a mercearia no armário, organizar as fruteiras e pôr a mesa porque a tia estava quase a chegar (e lavar os olhos porque ninguém tem nada a ver com o que se passa em casa – depois da discussão berrante com as janelas abertas).





Sabado, 23

Ontem, ainda antes de me deitar, nu, olhei as constelações que brilhavam no límpido firmamento acompanhado de um cigarro à janela (sem portadas), depois de colar a antiga armação ocular (que me pareceu tão leve e frágil, também pela pequena dimensão de cada lente com espessura reduzida e alargada pelos múltiplos adormecimentos sem a retirar) e de uma análise ao livro de Laudes e Vésperas dos tempos de seminário do meu irmão. Já deitado, e por todo o dia anteriormente descrito, senti um espírito de bondade universal invadir-me e recordei o meu pai, por grande coincidência (dos seus primeiros tempos de casado e da minha adolescência, e dos anos que antecederam a descoberta da doença e posterior internamento) e minha vontade aquando da sua morte, eu, na sua cama.



Adormeci perto das cinco da madrugada e acordei por volta das onze.

O irmão chegou pela uma desta nova tarde, também quente, no seu fato de treino de relaxe para uma semana de férias. Almoçámos a sopa cheia de legumes e a carne de vaca guisada com macarrão preparadas nas duas horas intermédias pela mãe (entre o meu despertar e durante um banho de cuidado que me regalei), depois de uma breve passagem de olhos por todos os jornais de sábado que ele trouxe – o velho costume paterno herdado (ele até nem os tirou do carro logo que chegou para não me demorar a sentar à mesa, que é minha mania). Fomos os três ao café mais longe, já fora da aldeia, sentámo-nos na esplanada e a mãe elogiou o café à empregada ucraniana que lhe propôs como solução começar a fazer a caminhada até ao lugar diariamente para fazer mais exercício e sempre apreciar o melhor sabor. Cumprimentar os conterrâneos à entrada e à saída, a boa educação com pouca disposição, melhorada pelas condições climatéricas.



No regresso encontrámos o neto... (bem, aqui perderia uma quantidade de linhas a descrever graus de parentesco e cafés e profissões de todos os familiares, que se entrecruzam por estarmos numa aldeia) ...do senhor do café mais próximo ao qual sempre íamos juntos e ao qual o pai pedia para ir colher figos à sua horta, de manhãzinha, e que o próprio oferecia em grande abundância nos idos anos em Setembro. E pelo breve diálogo no qual o meu irmão pediu uma moto-serra e a sua ajuda, percebi que tínhamos como tarefa para as próximas horas aniquilar o damasqueiro podre do nosso quintal. Só acreditei no facto quando confirmei que os rebentos que via da cozinha eram antigos e estavam secos, bem como a proliferação de fungos e líquenes e, já perto, todos os ramos e troncos microperfurados pelo bicho. Utilizando o equilíbrio, um pouco da lógica de Newton e a perícia do moço no manuseamento daquela ferramenta deveras ruidosa e cortante (eu também vi algum pânico na cara do meu irmão e o nosso maior afastamento, que diminui com o aumento da confiança no final da primeira hora), fez com que o decompôr daquela grande estrutura orgânica, que outrora dera tantos albricoques suculentos - o princípio do Verão era assinalado pela sua queda e uma circulação infinda de formigas pela casca da árvore até à polpa alaranjada e mole dos frutos, suspensos ou aplastados no chão - fosse uma tarefa árdua e “talvez recompensante” pela madeira para a lareira dos avós do rapaz. Afinal já deu muita semente...






Dos mais curtos ramos laterais até aos mais compridos e pesados, que pendiam para a propriedade do lado, com o cuidado de não deixar que caíssem sobre os diospiros quase maduros da Tia Parreira, estivémos os dois irmãos como Humpty-Dumptys (eu até pulei o muro para esperar a queda e retirada de mais uma pernada no outro lado), enquanto o hábil e jovem vizinho subia e descia o escadote, seccionando pouco a pouco aquele ser já sem vida. Para a última (e a mais grossa) coluna vegetal, foi decidido retirá-la arrancando-a do solo, separando-a das suas entranháveis raízes; e para tal começaram a cavar ao seu redor com o sacho que forçosamente fez uma vala e mais facilmente cortou as partes ocas e pútridas das umbilicalidades da planta. Participei um pouco nesta parte e depois, empurrando juntos com o balanço o já pouco firme tronco que por fim tombou, e erguendo-o e repetindo a acção para o lado oposto, este se separou de vez da base que o sustentava. Subi cheio de serradura fresca sobre a roupa e cabelo e com os pés colados pela lama às sandálias, quase sem fôlego, lavei as mãos no lava-louças e deixei-me ficar sentado na poltorna da sala, vendo as revistas do dia, intervaladas pela contínua emissão televisiva e o intermitente som do corte vindo lá de baixo – as janelas sempre abertas, à noite a mãe dorme com o mata-moscas ao lado.



O jantar foi o mesmo do almoço com os tios e os primos na casa dos avós, por eles ocupada, na outra aldeia (onde nasci). Bebemos vinho caseiro; a tia e os primos acharam o macarrão com carne muito picante (o mais novo, porque foi comer depois de todos, originou a cena cómica de comentar isso mesmo, e de todos já termos as desculpas discutidas para repetir como resposta: “é da banha e do cravinho!”, ou “não está nada, bebe mais coca-cola!”). Café com jornais para sobremesa e passeio a pé para desmoer. Chegados à porta de casa, cruzámos viaturas - era a Guida que comeu em minha casa uma sopa enquanto eu tomei novo banho, fomos a Mértola beber um copo e falámos das viagens e do sentido da vida.



Domingo 24

Já sentiram incómodo pelo facto das pessoas que falam convosco utilizarem tantas moletas e lugares-comuns, ditos e frases feitas (queres desligar e as palavras não saem, com medo de as reproduzires assim, e elas continuam e não consegues deixar de seguir escutando)? E também assustados com o avanço tecnológico, violência, morte e guerra, hipocrisia política misturada com demagogia e interesses privados, a demasiada relevância mundial do factor económico, a imparável explosão demográfica e o “onde é que vamos parar?”. E digo parar literalmente falando: quando é que travamos a fundo (com embraiagem)? Penso no exílio ou em tornar-me ermita, num lugar profundo e elevado. Pronto! Já começou a minha contradição, o meu mal de nascença, de ver o feio na admiração com que os outros comentam alguma coisa que consideram bem ou bom, e o desculpar, justificando-o na minha controversa racionalidade, o que eles tanto criticam (por vezes de forma colérica, quando me parecem meras futilidades). Irrita-me o quotidiano e gosto do tique-taque dos segundos de um relógio em pleno silêncio – marcou-me a visão cinematográfica d”As Horas” (e escutar a banda sonora no Ateneu, na
calle Florida, num leitor múltiplo digital, entremeado pelo gosto clássico do Eric).




Por vezes suponho-me no disfarce de esquizofrenia da Woolf (a mãe, em mais uma tentativa de compreensão, comentou a notícia de que esta enfermidade está relacionada com a idade do esperma paterno; eu ri-me e neguei-o mas não sei... é como com as bruxas...), digo à Guida e ouço-o (me) na minha voz dizendo que não caio, que plano entre os humores maníaco e depressivo, que só preciso de saber o que quero fazer e aí aplicar todas as energias, que isto é um arrastamento da cronicidade da minha situação, que “there’s more to life than this” – que agora escuto. Cada vez aprecio mais o trabalho da Björk e do Thom York
e a sua evolução, que dá os sinais previsivos da sociedade globalizada desta espécie condenada a uma era de aquário explosiva e individualizada, que ainda tem de se iconoclastar muito mais.





Hoje amanheceu mais fresco e as nuvens acumularam-se ao entardecer. Quando a mãe saiu para a missa (daqui a dois fins-de-semana comemoramos o primeiro mês da avó e o primeiro ano do pai e por isso considerou uma boa altura para o regresso às celebrações comuns, se bem que me perguntou se ia muito decotada pelo casaco do fato. “Tem alguma coisa por baixo?” Ela respondeu que não, eu desaprovei, sugeri uma blusa mais fina já que tinha calor, foi trocar-se e eu preocupei-me pelo seus desejos, pelo futuro e vi os meus genes), o irmão perguntou-me se tinha ido às salas de baixo pois os gatos entraram pela porta “en el olvido de su cierre” e deitaram uma gaiola abaixo onde apenas ficou um periquito, o outro voou ou foi comido segundo a sua hipótese, o que foi confirmado pela prova de uma asa encontrada pela mãe na varanda. E a suspeita dos gatos que vão deixando o seu rasto macabro – ontem foi uma cabeça de rato! – e que têm nomes humanos e que a mãe insiste em falar com eles dessa forma, numa infantilidade como se os bichos entendessem ordens e tivessem esta absurda complexidade emocional e linguística, apenas denunciando a sua solidão e permanente necessidade de carinho. Aqui estamos. Os três (como um grupo de amigos, como personagens de literatura juvenil, de aventuras) com seis gatos de personalidades distintas – por falar neles, o Quico de há duas gerações atrás (é que são várias gerações por ano) reapareceu há quatro dias depois de dois (ou mais) meses de ausência pela nova ninhada da sua irmã que o expulsou para não assassinar os seus pequenos sobrinhos – quatro canários, dois periquitos e algumas dezenas de rolas (bravas, brancas e de colar), duas laranjeiras (uma é sobrevivente de uma enxertia mal feita), um limoeiro, uma nespereira e um abacateiro num casarão cor-de-rosa. E vivos!



Ontem a descrição do Astrólogo da sua almejada sociedade dividida e apocalíptica, um d”Os Sete Loucos” de Roberto Arlt, e o delicioso início de um amor n”O Jardim do Éden” do Hemingway; hoje uma comédia medíocre da adaptação do Tarzan, o jogo do S.L.Benfica, depois os Simpsons, a seguir: um director musical motoqueiro no São Carlos, a Imago do Fundão com gente bonita, música, arte e filmes, três projectos digitais de vídeo, uma instalação com cadeiras, uma loja de All-Stars e sapatos vintage no Porto, a música dos i-uik-project, tudo isto como conteúdo do Pop-Up. E ainda o 1, 2, 3 com a Teresa Guilherme, o jogo do F.C.Porto, o quintal dos ranhosos em simultâneo com a quinta das celebridades, uma entrevista no clube dos jornalistas com o actual presidente da Gulbenkian e anterior presidente da Galp; por fim alguma coisa para terminar bem este dia – A Maldição do Escorpião de Jade.

Ufff... Isto tudo na televisão enquanto restaurava a media library deste computador, intercalado com uma tentativa da Guida para ligá-lo à Internet, muito cirandar pela varanda, salas e corredor, uma cerveja nas bombas de gasolina, dois bêbedos (um deles o famoso avô da miúda desaparecida da Figueira) a meterem-se em cena, e para terminar a visita de uma mãe vizinha que está a tirar unidades capitalizáveis (e fez serão aqui para a mãe lhe ajudar com os T.P.C.’s) comentado as suas motivações e a situação dos seus filhos – um deles homossexual desde quase bebé e que agora com 12 anos não quer voltar à psicóloga e já perdeu dois anos na escola por défice de atenção e por ser gozado pelos colegas – e interrompido nesta conversa pelo timing do irmão para ver o Herman e o Joaquim Monchique na televisão. Suspiro e volto às letras no papel.





Fim.


*Weak Wick Week End

25.09.04 - 19.04h: Argentinidad al Palo





(Vou escrever em Português. Sai mais fácil... ou não)




E assim começa a viagem de Independencia... Foi preciso “Mudar de Cidade” e cair num final de Inverno leve e ameno na casa de um pintor que conheceste nas casas de banho do Metro de aqui, para conseguirmos ver o que nos leva a não ficar juntos (para sempre). Já percorri este labirinto de ruas cruzadas de números, cifrões e estórias, dormi no Jardim Japonês e à tarde, no quartinho reservado, depois de esfregar o chão, fazer comida e esperar o electricista – a casa tornou-se viva com a minha presença, o corredor verde e (pouco) luminoso com os dois gatos – agora, depois de ligar para tua casa em Bacacay, espero a meia-noite escrevendo, lendo Cortázar e bebendo café para ligar ao Eric.



Chegou a Primavera com a prenda de um amor que conheci nessa noite em que bebemos vinho e lágrimas, fumamos fasoe jantámos até à hora da festa do Carlos. Buscámos formas diferentes de nos revelarmos ao mundo e descobrimos juntos os processos com que o demonstrámos. A minha viagem encurtou-se de prespectivas (e ainda voltarei para ir a Jujuy ou Ushuaia) pois como muitos amigos de Pravaz me disseram que há que voltar a casa para aí construir – e é isso que também queres quando regressares ao México – e não é com a Psicologia, talvez com as letras e o tango (irmão do fado que agora escuto, exportado sentir mediterrâneo) e sim a música, sim a poesia, sim ao encantamento de cada amor sem fim que vivo.



Contigo é assim – sempre serás o meu melhor amigo, amigo nesta fase que nos concedemos, nos entregámos a falsos silêncios e à verdadeira contemplação do mistério de estar vivo, o presente angustiado pelo futuro, o calmo compasso do relógio, as horas mortas e a grande extensão temporal desconhecida onde plantámos sonhos. Flores e frutos (quinoto, frutilla, pomelo, palta)... E a paixão pelo Brasil aqui ao lado, no trautear contínuo de Pravaz, a homogeneidade das disputas políticas realçadas pela débil economia desta América, em claro abismo social, e a solidão de cada indivíduo torna quase impossível a amizade partilhada e evidencia o saque do interesse próprio no outro, que é igual.

“Ladrão que rouba ladrão...”






A las 18.30 en una cafeteria/pasteleria en Boedo - Bs As

Travessia por la ciudad. Aquí es mas ajustado a la crítica social, hay mas gente y mas dispersa. Se camina, se para, se mira, se pasa.

Sonríen, hablan, distraídos, concentrados, solos, emparejados, hombres, mujeres, ninos (y a las 17.30 salen de las esculas mientras sus familiares lles esperan enfadados). Los hombres que carregan los carritos y sirven café a los otros – comerciantes de primera; los hombres (y no solo hombres sino mujeres, muchos son jovenes y circulan en grandes camiones, suspensos en el alto, lo máximo que pueden – por la media tarde llegan y por la media noche parten, llenando el camion de papel y de gente) que abren los sacos que los habitantes de primera dejan a la porta de sus casas, buscando carton, sacando y revolvendo la vasura - gente de carton sucio que parece que no siente; los kioskos de golusinas, tabaco y internet y los que estan en el medio de la calle que solo venden periódicos y revistas. Hoy recorri algunas librerias y pude notar que la gran majoria vende los mismos livros de editoras populistas, a bajo precio, haciendo con que los livros lleguen a todos.



Por Corrientes hoy seguia una marcha más, de gente con carteles amarillos contra el desempleo y la política de Kirschner y me invitaran: “Ven” Sonri. Llamé a Oscar, llame a Eric y por instantes mi corazon paró de se escuchar y de mi cerébro vino la subita idea de eterno. Y vi que no, senti que no. Que en cada término hay un renascimiento. Y que el (E=E) pide tiempo, para si porque no tiene, y me agradece cada llamada, y mis confusas palavras, sus ojos de cantos tristes, casi cerrados o mut abiertos, sus labios finos en una tierna sonrisaque guardan los dientes hierrosos, mordaces y ese pelo en criesta de desafio.






Bem, no fim deste dia o Righetti trouxe um sofá , mudou os quadros (dele) de parede e eu (quase a marcar um encontro por telefone com E.en San Telmo à meia-noite até cair a chamada), depois de comer
choclo cocido con tomate y unos alfajores de chocolate y dulce de
leche (y un porro antes, mientras aspirávamos el sofá con un baño por el medio). Me Sali camiñando por Boedo asta San Juan donde avisté el 126 – Colectivo (y porque consulté la Guia T...), crucé la calle y lo tomé. Sali antes de la 9 de Julio, cruze l’avenida y caminé (me deran ganas de tener una camera fotográfica por el cartel/menú del Bar) asta la Plaza Dorango (ahora, delante de mi, está un extrangero de estados unidos con quatro porteños que se conocieran en le Festival de la Cerveza). Lo esperé asta la media-noche y le llamé después – todos los teléfonos desconectados! Me fuy entonces a un Bar y pedi una Quilmes, me traeran de litro y me la bebi en quatro vasos (canecas). Después me Sali camiñando por Humberto Primo, intenté llamarlo uma vez más y toqué al timbre. Nadie, como era supuesto. Segui camiñando, encontré a Righetti cerca de la casa (Calle Maza) y nos fuimos juntos a casa (el antes compró un speed), fumamos outo porro y nos fuimos a dormir a las trés de la mañana.
Antes de acostarme, estuve vendo los precios de los viages al interior (Foz do Iguaçu – 80 a 90$; Jujuy - 290$; Santiago – 90$, Mendoza – 65$) y prometi que no me lo llamaria asta Domingo. Hoy, Gualter y yo (jo, se dice JO) despertamos con su amiga Gabriela, tomamos un café en su cama y fuimos una hora de compras; hicimos el almuerzo porque su amigo Max venia (periodista, critico de cine y teatro). Charlamos todos un rato, después los dejámos solos y caminámos (jo y Gabriela) asta San Telmo. Se fué.


(En un Bar - La Coruña - dirigido por dos hermanas viejas y un gato)







En Teatro Ópera, Luís Landescine se despide de los escenários.




Son las 18.43 del dia 25 de Septiembre de 2004





Miro las notícias intercaladas por corridas de cavallos en la Tv Crónica.







Segun la leyenda (rodapé) estan 23ºC cerca del Rio de la Plata.




Entre General Urquiza y San Juan, choque y volteo. Hay Heridos.







El vino es barato. Voy a traer Julian aqui.


Son las 19.03. Me voy.



M(u)y Buenos Aires
>

Correntes