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31.03.08 - 00.38 / 01.21h: Morangos com Sésamo

Houve baile nos bombeiros. Fui carregar o telélé, e ao café da esquina (está tudo fechado!) enquanto esperava a lolilips para o passeio domingueiro. À porta, um senhor não tem lume e uma rapariga pede-me um cigarro (o meu último!) enquanto dois condutores de ambulância bricam com luzes e sirenes. Apanho a boleia e, depois de resgatada a anabissa, seguimos para o meco por engano (era guincho!) fugindo das nuvens para apanhar sol, escutando a cassete do keith haring.



Abrigados do vento, cantámos, coreografámos e assobiámos musicas da nossa infância e adolescência (genéricos de animação incluídos!)- até uivámos as seven nation army's!
Esplanar no mar do peixe e entrecortar pela terra batida até ao estaleiro da nossa senhora do cabo, ambientados pelo anthony e a goldfrapp (versões dancáveis - "pensa lá bem!"). No regresso, voltar pela vasco da gama até ao fim da luz (perdemo-nos mas sem sarilhos grandes). Descarregar jantares com namorados e noites cumpridas: em meia hora, comer fast food e seguir para o espaço do negócio.

O mito do super-homem revisitado: uma caixa cheia de areia e linhas... vértices; brincando com o corpo-imagem-física, através de panóplia de pantominas, o tiago consegue criar o mundo em papel e plástico como num recreio; e do auge do quadro e de si, destruí-lo (-se) e renascer de um casulo. Saí directo para o ricardo a abrir o bar (party de produtora de dj's!), falámos da rapidez com que os bichinhos nos decompõem (solos!) e seguir até ao palácio do rossio - atravessar o novo e iluminado túnel para a casa dos subúrbios. Congratulations à guis pelos 33!

29.03.08 - 18.44 / 19.26h: Noise Above - On the Road

O meu primeiro video sacado do youtube (vamos ver se sai) é esta homenagem ao brilhantismo desta gente que mostra a surrealidade do nosso fazer e pensar enquanto Humanos. Também a uma época especial, de amigas bem presentes (programinha amanhã?).
Enjoy!


Monkey Gone to Heaven - Live (many years ago...)



Ok, isto é um acrescento (o empolgamento das descobertas - e não conseguir parar!): a todas as aventuras na estrada (a última deu no que deu!) e a esta quantidade de filmes deliciosos de amor "pela estrada fora", conversas a três, perseguições e a todos os que gostam de conduzir (riscos de ontem, muitos percursos actualmente...). E às belas e boas das gajas da respiração. Boas viagens!


Drivin' on 9 (D. Leone/ S. Hickoff) - e muitos mais...

29.03.08 - 04.48 / 05.18h: ... e da Sorte!



Acordei com a persistência dos telefonemas amigáveis; um banho calmo, confortante, o almoço às três da tarde (fechou o cefé esotérico, vamos ao brasileiro), e seguir para o destino enfiado no envelope. O segurança aponta as urgências, daqui para as consultas externas, destas para a infecciologia e quando chego à imunoterapia, o banco de sangue fechava às quatro (quinze minutos depois da hora, sexta-feira - o previsto...). Uma linda alameda de acácias bastardas percorrida nos dois sentidos... para voltar para a semana.

A ana fuma na rua, enquanto espero por um café juntos no interior da livraria, a mocas pede para comprar bilhetes no CCB para pina bauch (Maio). Ao tentar estacionar apertadinho, em belém, roço as duas portas direitas no para-choques do veículo anterior. Foda-se! Faço o recado e volto; lanchamos e deixo-a na depiladora para sol no algarve, a ana torce-se de dores do clonix, acalmamos no carro enquanto esperamos e vamos às compras para o jantar os três. Peixe no forno com batatas e presunto, ervilhas e cenouras cozidas, fruta cozida em calda de laranja-canela (pelo estômago sensível). Porque não estão suficientemente assadas, tiro o tabuleiro e zás... entorno a quinta de cabriz pelo tapete, individual e parede nova. Ok, esquece e comemos a dançar aos sons da nossa vida (e filmes, e cenas e muita acção).

Seguimos os quatro para o braço de prata para ver o aladan tocar, encontramos a cláudia e o bisnau, copo cá fora e concerto experimental jazz com ruídos e barulhos compassados (compêndios de ilustradores e arte mexicana), ensaio de teatro na sala dos fundos, e de tanta chatice, levo a menina a sant'ana e chego ao bairro - estaciono directo no jardim: sítio novo e sítio velho para terminar a noite e conhecer por breves segundos o simpático e doce filipe. Agora iogurte com mel e o místico ipê-roxo.

28.03.08 - 11.36 / 11.57h: Tratar da Saúde...


Afinal tinha uma carta para o curry cabral há ano e meio e andava a adiar este tema até hoje, até a loli me "obrigar" a ir ao centro da venda nova e a dra. ribeiro me abrir o raio do envelope. Obviamente que sou isento mas nunca fui tratar disso e pago urgências que não tenham a ver com esta questão. Eu sei que sou desleixado - ou evitante positivo, como preferirem!




Na casa da carmo e da mãe existe um verdadeiro museu de quinquilharias da feira da ladra e a empregada joana fez um arroz de frango com açafrão e macedónia (com um camadão de queijo gratinado!) delicioso. O cabernet sauvignon abriu tabelas de preços astronómicas e check-lists de escolhas dos milhentos detalhes que implica uma cerimónia de casamento - trajes e etiqueta, igrejas com acessos, documentos ocos carérrimos, alianças lapidadas... Pela mousse escorremos sobre o impasse de uma relação adiada como se a protagonista não estivesse ali.



O quotidiano de empresas familiares (formação e tradução) num crescente de responsabilidades e autonomia, na exigência de revisões salariais, na "pesada" elaboração de catálogos técnicos vindos do estrangeiro - e viva o PDF! Eu resumi a minha questão a quatro horas de sono e passar duas numa sala de espera para a consulta do dia. Depois de uma folga matutina vou para a avenida de berna!


Há 5 anos... e faz hoje 3 meses que estou desempregado. Nada mal.

27.03.08 - 15.07 / 17.08h: Prokofiev na A2*


Bem, a senha na segurança social era tardia, fui ao banco fazer transferência do mal, encontrei varios locais que solidariezaram com a minha situação, vizinhos, colegas, alunos, vou e volto vendo a vez, chego e dizem-me que não é ali que peço, mas que também não foram feitos os descontos. É no centro de emprego, mas deve estar a abarrotar (pois só uma vez por semana vêm de sines), já passei ao lado das finanças e decido ir na mesma e, surpresa - está vazio: "Faz favor!" responde-me o eco. Dão-me uma capa de desempregado profissional e pedem-me para comparecer quinzenalmente na univa de odemira (mesmo sem ter nada para receber).








Almoço em família, volto à net, vou pagar o imposto único de circulação e ver o saldo, espero pelo café com a alma mas está ocupada; ver todos ocupados a circular pelo patamar da câmara enerva-me e só penso em não voltar, desaparecer... Volto à net, intercaladamente, com os cigarros e a falta de rede, transcrevo outro "texto", vai lá ter o mini (agora versão apaixonado) e enquanto preparam salsichas em lombardo, passam-me uma formação com possibilidade de estágio e colocação em apoio psicopedagógico. Jantamos os quatro, visita de vizinha com aparição no barreiro, conversa sobre quem não gostamos, manel e festa sativa com chá, café e chocolate.





Hoje, corto-me no desfazer de alguma barba, faço tempo para chegar ao palco do tribunal (no dia do teatro) e ser retirado de cena pelo procurador para novamente fazer outro pedido mais explícito. AHHHHHHHHH! Só quero sair dali, arrumo tudo, já preparado na noite anterior, embalo o quadro, despejo o lixo e entretanto querem confirmar os descontos (rápidos, menos de 24 horas!) e pedem-me o teleone da instituição. Despeço-me das gémeas que me pedem para não desistir (preciso de um advogado!) e sigo estrada; por impulso e intuição decido visitar a l.leão que me apresenta a sua moderna e espaçosa casa, o seu pires e me oferece um prato de massa de peixe. Café rápido de hora de almoço, voar até lisboa. Hoje temos a carmo e a lu ao jantar.





* Antena e auto-estrada moderata, allegra ma non tropo. Inicio este post na paragem de alcácer mas a bateria cai e termino aqui, agora, depois de limpar o pó do quarto.

26.03.08 - 01.19h: "O Futuro termina num Sono Maior*"







A actualidade deste mundo foi-me revelada na casa das gémeas, enquanto se enquadravam (em textos maiores) os poderes neurológicos no reconhecimento das emoções básicas pelas expressões faciais... Terror, ira, fome... E de palanque, as sucessivas aberrações da minha antiga chefe e a manobra política volta o tabuleiro. É bom ve-la cair do altar por ela mesma - Amanhã temos um subsídio de desemprego para ir pedir.






Até castro, ao limite da serra, estradas roxas de borragens e outras flores púrpura ondulavam pelo lavrado entre florestações de pequenos pinheiro; nos outeiros selvagens, as terras bravias de esteva salpicavam com as suas alvas papoilas o cinzento da meia tarde, rasgadas por mechas de ervas encarnadas. Adentrando na planície, as linhas amenizavam-se em prados abertos, frescos, cumeados pelos sobreiros e azinheiras, mas mantendo pequenos espaços da mesma paisagem com o acrescido amarelo da tremoçilha. Inspecção do veículo, tal como propagandeiam, é pay and go!






Chegar a odemira com os Shout Out Loud da optimus, lágrima no olho da saudade feliz, 'cause tonigh I have to leave it, cumprimentar o pessoal da escola em pausa lectiva, entrar na casa de flores murchas, abrir janelas e acender incenso, arrumar a loiça lavada de há quase um mês, sacudir o cobertor das excreções do caniço do tecto, e porque não um voluntariado em áfrica, voltar ao quotidiano do amor externo, compras e preparação do jantar... resumo de três temporadas de anatomia de grey (é a minha côr, em definitivo). O morrissey toca depois do moby "Dear god, please help me..."




* Estrofe final da música "In the future, when all's well" - Morrissey in "Ringleader of the Tormentors"/2005

22.03.08 - 20.53h: Hallelujah




A noite da paixão foi feita de copos com as amigas, sob uma lua cheia brilhante num céu limpo e frio, junto ao guadiana - primeiro na mesquita a ver espanha e o vazio do festival de peixe do rio, segundo nos bares de mértola cheios da pouca gente (muitos visitantes pascais) - em conversas sobre a lentidão evolutiva nas normas vigentes dos requisitos arquitectónicos em certos municípios (dependentes da quadratura das cabeças dos senhores feudais - e o pior são os caixilhos que imitam mal à madeira); também sobre o auto-conhecimento dado pelos relacionamentos "estáveis" (a sabedoria que advém do respeito pelas diferenças de tempos utilizados na construção de percepções, racionalizações, base de decisões... e um equilíbrio de humores... e ouvir, ouvir sempre, questionar depois - e dizer, dizer sempre o que sentes).



E se estiveres numa praia das astúrias e sair um surfista da água, direito a ti, e te reconhecer a vários anos e milhares de quilómetros da situação de encontro anterior; e se, ao fechares o compartimento para guardar bagagens. na estação de comboio de atocha, reconheres, ao teu lado, a professora de alemão que tiveste em amesterdão há três anos atrás; e se no meio de um souk reconheceres o teu amigo de infância que não vias desde essa altura; e se ao desceres da galeria onde expuseste os quadros que levas debaixo do braço e encontrares alguém do teu país, que morava na mesma residência de estudantes que tu mas que nunca falaste, há mais de uma década? Muitos fios que se cruzam e que são puxados sem que percebas... e tu és um deles.



A quem agradecer? Ao sacrifício de Holika (a vitória do bem contra o mal), ao mal-afamado Judas que não aguentou a fidelidade à verdade da mentira e se enforcou numa olaia (libertação do espírito da prisão carnal), à figura andrógina da última ceia - joão ou madalena - bem-amada do nosso mais louco senhor feito homem (irmãos, amantes - amor e ódio) que nos pôs há dois mil anos (romanos) a pensar em PAZ universal.



Também se celebrou ontem o norduz - novo ano curdo - uma festa abafada de um povo esquecido que vive nas montanhas, que fala a língua dos medos e professa o culto dos anjos, massacrado e dividido ao longo dos séculos... Não querendo entrar em polémicas de fé, ainda encolhido nestes dias de frio e chuva, espero que possamos sempre relativizar as nossas prespectivas pessoais (vendo o outro, o mais radical que também vive em nós), compreender as diferenças e celebrá-las na vida, no colectivo, todos, sempre. (Amen)

23.03.08 - 04.28h: Como uma Força...


Diário electrónico: registar para não esquecer.Despertar para pôr em contacto bisnog que deixou chaves e dinheiro em casa de amigos comuns onde pernoitou, e cansaço acumulado leva ao esquecimento.


Conversa em triângulo - do trabalho, dos trabalhos e da sua procura - actualizamos a versão lisboeta durante a tarde. Serão em facebooks (meu) e hi5's (amigas) a ver fotos de antigas e recentes relações. Rituais etnográficos e cidades sumptuosas numa diferença temporal avassaladora. Ficámos pelo folar e chá de príncipe até tarde; já com as bocas a abrir e as extremidades a entorpecer, decidimos recolher-nos. Enquanto trocamos os carros (o delas sai e o meu fica à porta de casa), surge o nelsinho já com os copos que vai para o X - deixa-me só desligar o pc e a luz! Dirigimo-nos para o monte branco onde está o tio johnny a preparar a noite...



Conheço a vera que está a tirar o curso de auxiliar de educação equiparado ao secundário (sim, cef's, procurem e preocupem-se com o que se faz na educação dos jovens dos 20s) mas que quer ser designer de moda / estilista. Está uma cadeira de rodas na bagageira da viatura que serve agora de sala de fumo. Diz-nos que já teve na tvi duas vezes: uma para ver realizado o sonho de confeccionarem alguns dos seus croquis, outra pelo facto de ser paraplégica desde um acidente no fundão aos doze anos. E falamos da pena que os coitadinhos dos curtos de "visão" nos dão... Rodamos outro e subimos a rampa (têm que abrir as duas portas do bar para ela passar).






Lá dentro ao pé do lume, o joão volta a lembrar-se dos últimos dias de um amigo falecido em acidente de viacção de scooter (tão bem preparadas foram as despedidas pelo destino... festa de arromba!); cumprimento o jorge mudo a rodar os putos no snooker e actualizo a vida do filho órfão da formanda. Observo as mudanças efectuadas no X e a cabine do dj está mais próxima da lareira. Dançamos todos num tecno-house ranhoso com traços de kizomba. Ela está totalmente on the wheels. Fazemos comboiozinho atrás dela; o bar está deserto, o som é nosso! Alegria, vontade de viver!

21.03.08 - 01.07h: Aos Poetas...



à primavera, à vida...







Escrevo-te com o fogo e a água



Escrevo-te com o fogo e a água. Escrevo-te

no sossego feliz das folhas e das sombras.

Escrevo-te quando o saber é sabor, quando tudo é surpresa.

Vejo o rosto escuro da terra em confins indolentes.

Estou perto e estou longe num planeta imenso e verde.



O que procuro é um coração pequeno, um animal

perfeito e suave. Um fruto repousado,

uma forma que não nasceu, um torso ensanguentado,

uma pergunta que não ouvi no inanimado,

um arabesco talvez de mágica leveza.



Quem ignora o sulco entre a sombra e a espuma?

Apaga-se um planeta, acende-se uma árvore.

As colinas inclinam-se na embriaguez dos barcos.

O vento abriu-me os olhos, vi a folhagem do céu,

o grande sopro imóvel da primavera efémera.







António Ramos Rosa in Volante Verde - 1986




20.03.08 - 18.55h / 19.36h: Between Rainbows

E aqui vamos para uma crónica sobre as aventuras no espaço virtual deste leigo que continua na tentativa-erro, janela sob janela, desbravando lugares inimagináveis (menos, jay, menos!). Viagem no satélite google pelas terras vividas, a redescoberta da mitologia azteca pela deusa do chocolate e (o meu favorito) Tlaloc das chuvas. Passagem pelo ulrich na sua filosofia e na busca de uma nova ordem mundial, o caos social do citadino. Passeios visuais e auditivos pelo pintor das manhãs geladas nas minhas memórias.





E, dingaling, surpresa ao encontrar o amigo da paixão passada (é o que dá pôr fotos!) desabafando noutro blog - envio mensagem para confirmar. A vida é uma sucessão de coincidências.

A loli deve estar nos trabalhos psicológicos finais (sim, é aqui, a minha vida é aqui - esta colaboração da feist é para nós, está quase!) e a gaja que faz anos (ups, tá a ligar-me agora!) fa-lhou-lhe a hérnia antes do papi partir e (também ela) vai deixar de fumar - estamos aí, amiga: a healthy new year.



No café da tarde, lembrar os centagenários sobreviventes nas aldeias perdidas, o dinheiro velho nos colchões, as esquizofrenias alheias, a falta de cooperação entre vizinhos que arrogam a sua individualidade não respeitando a força da água nos canais e nos algeirozes. Adio a inspecção pelo temporal.


Um artigo sobre o processo de aquisição e desenvolvimento de competências por reflexão e experimentação de duas investigadoras da dinamarca, na cagadeira, ecran, ecran, ecran,enquanto a mãe completa a forra violeta da poltrona, CSI repetido na AXN, a chegada do mano e sua saída para despertar (deixa-me as notícias do desporto a soar no salão). Neste tempo, os arco-íris surgem nas várias janelas...

19.03.08 - 23:10h: Amputação - Saudade


A tarde foi passada na oficina da aldeia depois de uma manhã de chuva a dormir os sonos trocados. Já é o segundo post mas estive reeditando datas para arrumar os meus anos atrás (onde costumam e devem estar). Pois o joquim faz-me voltar para afinal me dizer que não há filtro do ar mas basta chegar com o velho punto aos 140 para limpá-lo. Afinal, porque estive mais de três horas auxiliando-o nas cirurgias motoras que procedeu (trocar uma ignição, lixar o interior de um pneu, subir e descer carros de macacos, manual e elevatório, que afinal não aguentam tudo); uma ajuda e uma companhia.

E confesso que o fetiche dos mecânicos sempre me atraiu(ainda ontem o meu tio estava de fato completo verde e o gnr reformado que por lá apareceu hoje também...) Bom, desde pre-adolescente que este moçoilo me puxava os mamilos e hoje mostra-me vídeos porno-hetero para entreter.Falámos de engates de turistas e praias de nudismo, ali para os lados do burgau. E sempre se faz e aprende alguma coisa.



Nas notícias os anuncios da prevenção rodoviária portuguesa dos anos 70/80: o lápis pela estrada, que parte o bico; o pepito equilibrista com uma caneca para não atravessar a corda; a festa de máscaras em que o condutor diz "Sou algum palhaço ou quê?"; e as criancinhas a atravessar ruas e a cantar: "Todos somos iguais/ de vez em quando/ somos peões neste xadrez/ e só vivemos uma vez" Lindo!



Amanhã Ossos e sábado Sin City! (Não, a rtp não patrocina este blog!). A tribo himba pastoreia nas estepes áridas entre a namíbia e angola, pele e trapos côr de chocolate, colectam frutos silvestres e avelãs, partilham o leite materno pela prole e depois de os circuncisarem, mastigam e cospem nas pilinhas a casca sagrada de uma planta; também desfolham outras e esfregam-nas para afastar feitiços, e lêem o futuro nas entranhas dos bois.

FREE TIBET! - 40.000 soldados americanos mutilados no quinto aniversário da guerra do iraque que podem voltar mesmo sem mãos porque criaram ajudas técnicas para amputados segurarem em armas e dispararem mais facilmente (e o bush o único que continua à procura das armas de destruição maciça). No porto, sá da bandeira, hoje, festa de drum n' bass. Escrevo directamente intercalado pelo freak sanguinário michael c. hall (todos gostamos de carne, café acabado de moer, laranjas espremidas, os atacadores a atravessarem os buraquinhos, a t-shirt apertada, sufocando o rosto, e aquele sorriso...)

19.03.08 - 14.00h / 14.34h: Socorro!*


Nestes dias perdi-me em layouts e no pyzam a tentar encontrar uma forma para este quadro (o texto é para ir saindo... e já desapareceu muita coisa a publicar).
Redescobri o fascínio visual/auditivo pelos garbage (que é o que isto me parece agora)como exemplo musical, entre tantos outros (a aimee mann do magnolia, a sia no último six feet under), vi anúncios/piadas delirantes, algumas polvilhadas de erotismo, outras gralhas bem apanhadas, manifestações artísticas humanitárias ...



Tanto amor, tantas palavras, tanta gente... Percorri vidas sem saber de quem, tentei comentar o que impressionou (mas os prazos expiram rápido...) e fui descobrindo as maravilhas da tecnologia e design HTML.




Pausa numa mistura de Weeds no CSI, um fargo onde a Gretel foi encontrada pelo rasto de bubblegum, e a série de bombeiros* entremeada pela constituição de links (desculpem o abuso, mas agora vocês já são meus!).

A mãe dá de caras comigo às quatro e meia da manhã em "Más Companhias": obrigado, Imperial, por me soltares as memórias - pelos artísticos e roedores grandiosos manejam sobremaneira as leis da composição verbal; ofereci-me para um jantar com desconhecidos que possuem, ou melhor, apenas reconheço na sensibilidade que transparecem.




(Este texto foi escrito em papel na cama; ainda não me habituei ao ecran)





Ontem encontrei os primeiros recibos (provas irrefutáveis) e transporte do lenho da poda do limoeiro para fora, limpeza do quintal; hoje - tarde - o irmão faz como sempre mais dois anos do que eu, ao telefone; a magali do maurício atrás do mingau na versão original brasileira, batido de morango e rissóis com salada, repetição dos atropelamentos e show de aluminium. Agora mudança do filtro do ar.

16.03.08 - 23.15h / 22.54h: Câmara Clara


Começam a destrinçar-se-me as razões que levam as pessoas escrever, a partilhar a vida num ecran, numa folha, whatever! Os blogs que vêm e que vão (o meu está a chegar com esta descarga de cadernos velhos e amores passados-presentes) nas ausências dos seus posters habituais (onde até se afirmam descobertas de novos sentidos, amizades, maiores, mais fortalecidas...), que se renovam, que se suicidam...

O quotidiano é recheado por clips de música, vídeos marados, a vã glória dos gadgets para geeks, roupas e beleza, sempre o sexo, livros e muita cinefilia, agluitinados a uma lista infinda de links regulares, quase sempre os mesmos (confesso que me perdi pelos gays...), a arte.






E continuo a por os meus 20 anos na rede enquanto oiço a moura pinheiro, com um timbre sempre cativante sobre a impossibilidade de programas televisivos sobre Poesia. Bernard Pivot fala de que é uma gente tímida (pois só se os misturarmos com actores...) que nos dá explicações em voz baixa pela sua sensibilidade, numa subtileza de composição verbal, trazendo-nos o conhecimento, o amor... Como um bom vinho. E será a embriaguez uma base da criação? Sim, como o ópio, o café ou outras drogas: trazem-nos para dentro, para o auto-conhecimento, na solidão; ou para fora, para os copos, para o amor: "Levo o copo à boca, olho para ti, suspiro..." - François Guillaume





Pois a minha abordagem é assim que vai...


Este blog nasceu no mesmo dia (e hora, possivelmente) que morreu a Gabriela Llansol*: estrangeira de cultura, hidrófoba pelas outras influências, com a sua escrita fulgurante, constrói textos extraordinários, que não são "romances de entretenga", pelo contrário, segundo um dos tradutores convidados, aproximam-se da poesia "...e uma frase se divide em verso". A arte postal de Bruno Alvess em serralves, que permaneceu escondida do mainstream comercial da pintura, a morte permatura de Olímpio Ferreira que compôs e paginou livros e salamandras e etc. (o silva melo descreve-o como uma brisa...) e música e ... maré de capoeira e animação na onda curta.



... a sala está numa penumbra melhorada graças à troca de extensões, o que me permite poupar energia e ficar até "altas horas" frente à pantalha, feito espantalho (sem mexer uma palha - que merda de rima, vou é ler mais blogs!)







*O seu top do melhor que se pode ter por passar nesta vida:




- Conhecimento



- Abundância



- Generosidade



- Prazer do amante



- Alegria de viver



16.03.08 - 03.22h / 03.53h: Os Outros


Ok, oficial-mente faço disto a minha ocupação: tudo o resto me deixa frustrado. pela manhã fui deixar o carro para revisão, café com pai de amiga e presidente da junta sobre revolução de princípios e moral universal, e voltei ao blog. pela tarde, depois de almoço, a mãe pediu-me para lixar as portas, "sei o que fizeste no verão passado" e blog. Descubro outros:

_ pinguins apaixonados na grécia (vão ler a sua opinião sobre "os" blogs, recomendo!),

_ há três anos no japão desde a amadora,

_ comyxtura de homens, cão e gato,

_ o gajo que adora sapatos,

_ ground control para o major,

_ andré murraças,

_ muitos contadores de histórias...



Jantar rápido, visita da mãe zaida para deixar almerce à minha, e mais gente:

_ artistas de praga em directo na criação,

_ casais apaixonados (existentes e terminados),

_ escritores que mudam de casa,

_ pintores e desenhistas,

_ poetas peludos,

_ comunistas antigos,

_ aéreos ausentes de lisboa,

_ outros desejando chegar...






Telefonemas de amigos: da guis sem ambra porque foi à maratona, da gémea com mãe em casa da alma, do luís (coming-flash-back, minerva!) entrecalados pelo café com a biba em amor espanhol (mesmo na fronteira, o que é que queria!) musical danzante de flamenco. Enquanto blogava noite dentro, o pipas aniversariava e perguntava-me pelo naperon (Volver!). "Os outros" do iñarritu seguidos de treking na mata da conceição - tavira (onde aniversariei em companhia de patrícia e xana porque o vento na praia era insuportável...).






A todos, obrigado pela noite, pelo dia, pelos temas, pelos vídeos, pelos posts, pela descoberta destes Outros Mundos.

14.03.08 - 12.12h / 13.05h: Do Nada...


Sair da cama, vaguear pela casa (telefone do aladan para transportar instrumentos sonoros) e conduzir, sem destino. Há 24h atrás estava em direcção ao coração da cidade, voltas e voltas, e é com a Ana que vou ter para... não sei: saber dela, de mim, para nos localizarmos, estarmos (parados) em contacto. Como sempre, cumprimento e fico a ver os títulos, capas, folhear livros ao acaso, descobrir editoras e formatos até fumaramos um cigarro, ver a bici nova e marcarmos uma pausa para café. Pelos portugueses, pequenos de bolso, técnico-psíquicos, poesia... sempre.
E guia visual da noruega (ela quer telavive, beirute, mar morto... mas entretanto vai ao porto amanhã com a loli para beijo à sara e arte de cerveira), biografias de kafka e freud, actuais e desinteressantes, pintura e arquitectura. E as alterações de equipa das bertrand's - apareceu o outro mike. Saio do parque do picoas plaza.









Rumo ao local de encontro com a Vicki hora e meia antes e decido abastecer no mesmo local (o único que me lembro) perto do rio: percorro os bairros sociais da picheleira, paro na cancela da passagem de nível, estrada de chelas antiga e volto para estacionar na alameda, verde, e espero junto ao metro, na paragem da carris sob o calor da fermentação das palavras:

Da própria alienação do ser,

esperar pelos projectos de vida dos amigos,

desejando estar ao abrigo dos desvarios alheios




Actualizamos percepções erradas sobre a paixão canadiana e o sofrimento real da desilusão/raiva/dor enquanto o sol desce e me bate forte na cara, e confronto(ta)-me com a minha inércia mas consola-me a ausência de um dever de acção (tirando a parte económica, claro!). A espontaniedade da energia surge daí mesmo (espero!).



Passeamos até à fonte, pelo bairro de arroios e subimos à sua divisão, compartimento, casa (vizinhos que não lavam os cães, o segundo esta semana). Vamos descobrindo programas informáticos de roubo editorial e descemos para que cumpra o plano da manhã e compre tabaco. A despedida, o abraço (sempre, a todos - o corpo como existência); e dos que sabem da situação e me querem para eles, por mim, para os que nem imaginam e que os quero, para mim (cuida-te, miúdo!). Lanche/jantar expresso entre gente doida e enfiar-me no engarrafamento quotidiano das cidades.







Os faróis da noite e a máquina de suporte levam-me à malaposta onde encontro o rui entre colegas (que me marcam o bilhete/convite- são artistas unidos). Café, mini e cigarros convictos sobre a arte actual e o tratamento institucional, encontro a paula (também desmotivada pela inutilidade do tempo por dinheiro)com uma rita e assistimos juntos à Fábrica do Nada - musical ao estilo K.Weil/S.Godinho (também presente na plateia)no rocambole de cenas sobre o nada fazer e o valor da ausência/ausência de valor da maior parte dos gestos que nos quotidianizam - avante operários resistentes!



Daí para as catacumbas, afinal vamo-nos encontrando todos (o lars visita-nos em julho!), sempre imbecis a dirigirem e alimentarem burocracias - fora com esta gente, este país!

Ao som do jazz e dos chôps, cruzamos experiências em prespectiva, famílias, culturas musicais, vícios. Enquanto termina, depois de conhecer o trio e algumas saídas, choco com o hugo acompanhando-nos as vivências políticas (pelos meandros autárquicos do desenvolvimento cultural)do não reconhecimento em odemira. Carregamos a bateria, para o carro e para a mansão de santos, vamos ao lounge em explanações sobre engate e comemos no cacau da ribeira. Levo-os a casa.



Hoje, o mesmo. O meu café para fumadores esotérico, subir a pé e descer de carro (para buscá-lo em frente ao parque central) a cândido dos reis (como estarão os avós da ana?) e aqui, sempre, nada...

12.03.08 - 23.50h / 00.33h: Sol em Piais


Percurso do dia anterior ao revés. A anterior visita a casa do frank(enstein, fiquei a saber - pelas praxes)foi ainda no dois mil e seis, apaixonámo-nos mais vezes desde aí; (mas também) ele decidiu montar as filmagens da índia para mostrar ao público do alfândega e sons, cores, vacas e gente, muita gente (a pedir) explode no ecran do mac. Equipamento ikea a renovar o quarto, dois gatos e uma revista... all comes back to you.







Um convite para almoçar (que já se havia esquecido) prolonga-se até ao jantar. Vamos à mercearia (à outra pq em frente sempre exploram)comprar pão e alface para complementar o arroz integral com cenoura e o molho de vinho com levedura de cerveja picante que sabe a mostarda. A Nalini vai lá ter, só temos que ir buscá-la ao metro - esquece as chaves mas a vizinha está para deixar pular pela janela da cozinha (um terceito andar) e eu é que reconheço a moça. É linda e querida e tudo.



Café no largo do colégio/convento, explicação do projecto intercultura - cidade com espaço de discussão pedagógica para apresentar, discutir, planificar, e agir sobre projectos de intervenção sócio-educativa com a comunidade da madragoa - texto sobre a educação popular em brasileiro e muitos estrangeiros envolvidos. Voluntariosos. Uma repetição do prato para ela enquanto recebo a chamada do ACT em directo da fundação odemira dizendo que me tinham dado a declaração para desemprego os quais lembro que essa não me deram porque queriam que assinasse uma declaração de não-dívida.







Depois dos comes, outro telefonema da carmencita informando que paula marques quer falar comigo de concurso para psicólogo em vila do conde. Vamos passear à loja do cidadão? Não à tapada de piais, terreno íngreme na encosta solarenga coberta da mata original de pinheiro (último reduro selvagem de odivelas), deitados num cartaz abandonado. Uma nódoa e regresso para novo chá de gengibre ao qual tento adicionar mate e... uma lata abandonada de erva-macho que nos vai alegrar até ao cair da noite: conversa delirante identificatória, viagem para olivais ao som dos seventies, para buscar a madalena à creche, compras no pingo doce e grelhada de peixe com cogumelos, ervilha-torta e pimento-padrão com mel. Quinta Verde da Aveleda: ficou uma no congelador, vejam se não rebenta!

11.03.08 - 08.36h / 09.22h: Dom João, Príncipe da Clândia*



Acordar com o corpo doído para socorrer amiga enrascada com carro: ir a correr quase a espetar-me na infante santo, de lisboa a grândola a falar de pessoas perdidas e achadas nesta aldeia capital, ler jornal (obrigado pelo esclarecimento, Sr. António Barreto, sobre Avaliação) e aquecer almoço com mãe, raptar filha da tia luz, regresso baixo chuva (So much past inside my present)ouvindo descrição do Ratatui e dos Fruggles - o ballett do cão com o mesmo truque - entusiasticamente pela pequena que me obriga a correr à volta da estação de serviço com o cigarro na boca a despertar(me e a ela) para os fenómenos naturais complexos e pedagógicos e a traduzir música no(e do)coração.




Aparcamento, espera e fantasia no jardim das amoreiras (bolachas-borboleta de creme de soja e o reciclar cíclico), chá no rato(as vicentinas estão encerradas tb às segundas) donde recordamos o nosso empresário nocturno em paris: "Eduardô Rittô, c'ést pas possible parlez avec toi; Visa-nos deste filme - Moi et Simplesmente Dragão" envia-lhe a minha "mamã". O frank lancha, no seu aniversário, com a madrinha e marcamos o encontro em três fases. Chuva miudinha ao apagar do sol para ir ao decathlon comprar saia e fita para o ballett do frango, o enrascanço do dinheiro, as filas intermináveis por monsanto e os cortes geológicos da boa hora.







Buscar outro aniversante anterior à paiva couceiro, descer alfama até à baixa, de cais de sodré a santos com paragem na mercearia da rua estreita. Pequena refeição feita em dois actos sem fondue estragada/queimada (vinte segundos não são vinte minutos)para celebração de ontem, fadas a circular e porque não tb abrir um espaço? Chefe de bar, relações públicas, ideias e formatos... Agora a almada, várias vezes com diferentes perspectivas dos caminhos da ponte. E voltar para outra party nos bicos. Amigo Rui, há quanto tempo...




O joão nuno, o manel, a andreia, o paulo, o outro manel(é irmão do filipe mas sem o mesmo sobrenome)- e mais um falecimento familiar em cinergia emocional para despejar cerveja e vinho no seu local de trabalho, em coreografias espontáneas e sorridentes, recitais ao piano solfejado e saltos de pandeireta; mais as miúdas dos joints (a quem dei boleia), tentámos curtir em vão, depois de sair da rua da alfândega até à rua da moeda (lounge) e ida e volta-atrás ao largo de são paulo. Regresso à base (fechada para after-hours por gajo porreiro, beto, algarvio, gerente agricultor e bom dj).







Cross-Country: poço dos negros, galeto, passeio de bairro* em telheiras com cães e café/jornal na casa silva, odivelas, casais da silveira, de mira e de são brás. Sai a cunhada, sai o irmão, mensagem da vicky.

09.03.08 - 05.30h / 05.56h: Caules ou Folhas Subterrâneas?




O belo do dilema da rua de macau na amadora: fico ou não fico? Neste momento não tenho escolha. Tive a triste ideia de desviar os móveis e de abrir as gavetas e o assombro / nojo adveio de rolos densos de cotão e outras porcarias aderentes ao chão porque os meus familiares não se dignam limpar esta puta desta casa! Estou farto! Livros enrolados no armário, colecções inteiras sem desembrulhar do plástico (tal e qual o pai, que ao menos arrumava), dossiers cheios de folhas soltas, edições que acompanham a direcção de carreira do mano, recordações empilhadas, caixas de dvd's e cd's espremidas nas estantes. E o pó imparável! A esta hora acho que já me passou a raiva.



Encontro na Biarritz de alvalade com zé-tó e pipas e íris vindos da manif e a carmo na dúvida duradoura de corpo/alma - amor/desamor. Cruzámos telheiras por várias vertentes, terminando no local de partida - os chineses estão todos cheios ao sábado ou porque é início de mês. De estrearmos um golf, seguímos em punto para o bairro, um brinde pelo gaijo que viu estacionamento passado meia hora às voltas e a estreia no mexe da bé; ajuntamento na água da flor com mais participantes (58.000 - querem a avaliação mas com calma, bienal mas feita pelos coordenadores de departamento sem preparação - normalmente os que estão apenas para cumprir idade de reforma). Ainda não percebi de que lado estou... falamos disso depois: tou feito um cacho, a cair para o lado!



Mas ainda tempo de ter passado pelo estacionamento de braço de prata para ouvir duas pérolas do pipas e cervejas no maria-caxuxa e dança no naperon (que estava bastante bom!): "Para que serve a eternidade, se não posso vivê-la"! (uh, uuh!) e ainda "Somos eternos na memória dos outros" (concordo!) Mas é preciso fazer uma revisão para ir à inspecção. è como a casa, o carro, os alunos, os professores, as instituições - um pensamento organizacional, é mesmo o que precisamos. Mas é tão bom perdermo-nos em mesas/tribunas/camas alheias para nos reencontrarmos a nós próprios. E assim se faz a JUSTIÇA



Amanhã vicki, cláudia, bisnau e frank - mudar e terminar o caos da sala (with a little help from my friends)!

08.03.08 - 02.58h / 03.48h: Tabebuía Impetiginosa*

Ok, depois de uma cola com hamburguer e espinafres no tivoli forum, num restaurante verde-menta (nº3 amputado), e de um vodka no lançamento do nº2 da revista Parque na estufa fria, sai a 1ª mensagem em directo depois da nºO (a primeira da lista) e, há que dizê-lo, the party sucks and we had to leave it. Fomos gastar o resto da gasolina, em soluços e com a mão queimada na cloche, ver casas para campolide e campo de ourique. Devaneios sobre amores passados, presentes e futuros; a perfinst dos chapelinhos, riding pânico em nova iorque, curvas manhosas e conversa da droga.












às sete a sair do algarve, às oito e meia a ver os putos da secundária de beja, o espanto da secção informativa da autoridade para as condições de trabalho (pelo menos o subsídio de desemprego - ao que parece não me expliquei bem ao sr. procurador da comarca de odemira...), quilómetros de planície, a entrada da serra de grândola, a igreja e castelo de santiago (com respectivas casas e capelas abandonadas)...










Um almoço presuasivo e barato, para fumadores, muito saboroso; o vinho falado em alemão e o amigo de limoges, o erre-vê-cê-cê explicado por miúdos - a metodologia para adultos, o caminho de ida e volta a melides, das cidades invisíveis e mitológicas (urbanismo), do blade runner e filmografia futurista para papéis sexuais do passado que permanecem, para a clonagem e organismos geneticamente alterados (da saúde)- a estética da moda sempre permanece a do momento presente.










Rebolei-me na rebentação, sequei-me nu ao sol, descobri origens milenares na contemplação da paisagem, escrevi o nome e a proveniência num registo de visitantes... a luz do tanque no vermelho (a dobrar) um pão, galão e queijada de requeijão. Vocês sabem quem são...


Agora tento coincidir números com imagens enquanto bebo água morna com pau d'arco* (também em pomada!). Estou exausto! P.S. - Amigo morzinho, tem calma, amanhã vemo-nos!

03.03.08 - 03.33h

Insónia (acontece de vez em quando)... Desta é de vez: já tinha pensado em fazer alguma coisa da minha vida, das letras, das artes e assim... Contar dos dias passados, dos projectos futuros, dos pensamentos idiotas que me passam pela cabeça (e é melhor por cá para fora antes que dê em louco). E aqui está (teve um primeiro Dilúvio Inicial mas acabou por render homenagem ao Boris Vian) um diário repleto de situações simples e absurdas como só o Jota, o Jay, sabe ter.





E o que quero fazer? Essa é a permanente questão do desocupado. Posso sempre pensar, criar e... começar a fazer. Da melancolia do viver transcrita para quem descobrir esta página.

Correntes