13.10.07 / 23.10.07: Walking Down (Pre-Visões)

Urano Conjunção Ascendente: Verdadeira Libertação
Do início de maio 2007 até meados de janeiro 2009: Ao longo deste período, seus relacionamentos se alterarão tremendamente, pois você tentará eliminar as restrições e obrigações que o vêm cerceando. Você começará a sentir-se impaciente e rebelde diante de todo tipo de limitação. As pessoas o julgarão imprevisível e podem perturbar- se com suas atitudes. É possível que seus novos contatos e amizades sejam radicalmente diferentes dos anteriores. Se estiver preparado, este trânsito poderá propiciar-lhe a única libertação mais significativa, isto é, a que livra a mente de suas ilusões. Muita gente começa a estudar astrologia e ocultismo neste período, como uma forma de chegar a essa libertação. Embora tais disciplinas possam representar um grande passo, você talvez conclua que todos os sistemas de interpretação do mundo terão sempre as mesmas limitações quando se permite que a abordagem se torne rígida e dogmática. A verdadeira libertação exige que se chegue a um ponto em que todo sistema ou estrutura é adotada por opção, isto é, quando se é dono da própria vida.
Júpiter Oposição Sol: Um momento de decisão
De meados de fevereiro 2008 até meados de outubro 2008: Este pode ser, e geralmente é, um trânsito muito positivo. O que ele vai representar ao fim vai depender de sua forma de abordá-lo. Em muitos aspectos ele representa um período de culminância em sua vida, incentivando-o a expandir-se para além dos limites do razoável. Não há dúvida que agora você terá uma boa chance de sucesso em diversos setores e, dentro de certos parâmetros, deve tentar obtê-lo. Entretanto, deveria não se ater apenas ao crescimento físico e material. Mesmo que não possua todos os bens materiais que deseja, deveria prestar um pouco mais de atenção em suas necessidades interiores e espirituais. Em última análise, nada satisfaz tanto quanto a própria satisfação. Os bens e objetos que adquire, o dinheiro e até o prestígio social são apenas artifícios que lhe dão a sensação de satisfação. Em si, eles não são a própria satisfação. São seus problemas íntimos que fazem de sua vida menos do que poderia ser, mesmo que tenha problemas correspondentes no universo material. Você deve procurar as soluções dentro de si mesmo, e este trânsito representa um momento de decisão, quando você deve começar a procurar respostas.
Júpiter Oposição Júpiter: Cuidado e comedimento
Do início de março 2008 até o início de novembro 2008: É provável que, durante este trânsito, você se sinta muito bem, com segurança para enfrentar qualquer coisa. Trata- se de um período em que se sentirá otimista, como se fosse capaz de tudo. Entretanto, pode ser que esteja sendo excessivamente confiante, portanto cuidado para não assumir mais do que pode fazer. É possível que alguns antigos projetos atinjam seu ponto decisivo agora. As consequências disso podem ser boas ou más, a depender de seu acerto ao estimar sua capacidade no passado. Talvez este momento lhe exija mais do que você pode fazer e, nesse caso, é melhor abrir mão de certas coisas. Este período também pode trazer uma certa inquietude, pois você sentirá como se seu universo habitual simplesmente não fosse "grande" o bastante ou não lhe trouxesse experiências suficientes. Caso se sinta assim, precisará ampliar um pouco seu raio de atividades, mas lembre-se mais uma vez de não se exceder.
Júpiter Sextil Ascendente: Trabalhando em conjunto
De meados de março 2008 até meados de novembro 2008: Este trânsito é extremamente favorável a todos os tipos de contatos sociais. Você receberá benefícios através das pessoas, sendo provável que também beneficie os outros. Se decidir fazer as coisas sozinho, provavelmente estará desperdiçando uma excelente oportunidade, pois teria enormes vantagens trabalhando em conjunto com amigos. Além disso, terá a chance de realizar projetos que podem reverter em vantagens particulares, vindas das pessoas com quem convive no trabalho ou nas vizinhanças, pessoas essas de quem normalmente não se esperaria muito além das gentilezas sociais de praxe. No momento você terá oportunidade também de expandir seu contato com o mundo. Às vezes este trânsito prenuncia viagens, mas o certo é que encontrará pessoas cujo ambiente seja culturalmente bastante diferente do seu e cuja experiência o ajudará a ampliar sua visão. Muitas delas podem tornar-se suas amigas, gente cujo conhecimento lhe trará benefícios. Além disso, poderá beneficiar-se também da convivência com velhos amigos. Talvez receba de um deles um convite para uma sociedade ou uma dica para progredir de alguma forma.
Júpiter Oposição Lua: Tomando a iniciativa
De meados de março 2008 até o final de novembro 2008: Este será um momento em que os sentimentos e emoções terão papel importante em sua vida, tornando importantes também os relacionamentos em que essas duas coisas estiverem em jogo. Este trânsito normalmente é vivido positivamente sob a forma de afeto e sentimentos amenos tanto dentro de si mesmo quanto dos outros. Emocionalmente você estará muito generoso e receptivo. Os relacionamentos em geral se mostram bons e gratificantes, sendo que aqueles em que estiver investindo há mais tempo podem começar a frutificar agora. Este é o momento em que você poderá identificar quais os que valem a pena e quais não estão nessa categoria. Tudo dependerá de sua reação geral a este trânsito. Se ficar exigente, então seus relacionamentos piorarão. Mas se o trânsito despertar-lhe sentimentos de calor e generosidade, serão bastante bons. E esse será um bom modo de descobrir em que pé você está com este trânsito, pois seus contatos, principalmente com as mulheres, lhe mostrarão claramente seus efeitos.
By Astrodienst
27.03.07 - 20.27h / 19.12.07 - 11.15h: SMS do Ano Transacto
27-Mar 20.27 (nº identificado)
Conforme combinado, mandei-te uma mensg no dia a seguir a nos conhecermos. Passaram-se 2 semanas... sem notícias. Respeito o teu silêncio. Espero q encontres tudo o q precisas e que tudo te corra bem! Espero com o tempo, conseguir desvendar o enigma das linhas das minhas mãos J
12-Maio 02.06 (nº identificado)
Olá joão, estamos no monte em penedos. Amanhã ve qua a ter e vamos no monte da irma da quida, ta bem? J Baci, Ambra
22-Maio 10.11 Carlo Folesi
Bom dia aqui em casa tengo tu jantar! I’m so sorry 4 ontem. Café a las 11 ao chefaris?
29-Maio 03.44 (nº identificado)
Ola JP tudo fixe? Recordo todos os dias o fim de semana em Odemira. Gostei muito. Beijos Quim
30-Maio 22.26 Alexandre
Como te correu anoite? Tiveste que chamar a policia? Eh, eh!
O4-Jun 00.27 Maria
Eu ja to em casa mas o Igor ainda anda aí lol. O nº dele é o ... pro caso de não teres e quereres telefonar-lhe Beijo
10-Jun 19.30 Zé-Tó
Oiz Joao! Foi bom rever-te e tar este bocadinho. Agora vê lá se não voltas a desaparecer outra vez. Bjs e até breve J
20-Jun 16.17 Maria
Olá este sábado as 9.30 da noite no cine-teatro de odemira vou estrear em palco numa peça. Convido-te a vires assistir... Conto contigo. Beijão grande
22-Jun 14.53 Carlo Folesi
Hola j que tal? Aqui todo bien mas o menos. Ya 2 semanas! Ke saudade... mil besos para todos, espero ke todo vaya bien. With love. Ka
Parabenizando
11.31 – Laura Leão
Parabens! Como estás? O Alex pede para trazeres o carregador! Jokas
14.14 – João Tavares
Directamente de Londres, um grande bj de parabéns da xica e meu.
16.25 – Ana Vilhena (grávida)
Olá querido, muitos parabéns! Espero que passes um super dia! Bjs grandes.
19.04 – Sofia
Parabens joao. K contes muitos ao pe dos mais keridos. Bjx
22.49 – Carmen
Mtos parabens. São os votos cinceros desta aluna. 29 anos ñ se fazem todos os dias. Felicidades
22.49 – Biba
Jony querido. Ha bue k tou pa te telefonar, agora ñ posso tou ao volante J Cm estás, k andas pintando? Bjoca grande
00.27 – Lucas
Oh lindo, ja passou a hora...Mas fica aqui um beijo enorme de parabens! Diverte-te muito! Paula e Riki
14.44 – Carlo
Desculpa soy un cabron. Espero que tambien un dia despues puedo darte “os parabem”... como lo passaste? Seguro muy bien. Te envio mil besos y felicitaciones. With love Ka
21-Jul 01.56 Mocas
Proximo fim de semana consegues vir ca? Eu queria! Love you
22-Jul 13.07 Bete
So sei q com esta perspectiva e depois da conversa k tive com ele esta semana, ñ me parece q fique por aí. Estas em odemira logo? Bjs
23-Jul 19.54 Xana
Era tão bom estares ca na 6ª. A patricia faz anos!
25-Jul 00.16 Mocas
A loli faz anos minha besta...ñ me desligues!
25-Jul 21.10 Maria
Entao companheiro vamos às musicas do mundo? Eu ta to... Responde ok. Beijo
26-Jul 22.20 PatSubt
Amigos, a Jo esta ca e quer ir amanha jantar ao chines do Campo das Cebolas. Apareçam às 20.30. E confirmem para marcar mesa... Beijos e até amanha
26-Jul 23.55 Xana
Espero-te amanha d surpresa p o happy birthday. Ela vai se passar! Campo das Cebolas a partir das 5h Bj gd irmão
02-Ago 15.01 Xana
João, se for preciso, podes levar o flavio ctg até sábado ou domingo? A té ñ tem lugar p ele em alte...
11-Ago 13.32 Mário
Oi jonny este fim de semana começa o festival do marisco em Olhao se quiseres vem até cá ficas ca em casa.
11-Ago 13.33 Biba
O jantar na casa do julio foi cancelado pa dia 1 Set. A Noelia sempre vem amanha. Beijoka
11-Ago 21.52 Xana
Hello, hello onde andas? Traz um pacotinho de bolachas beijo
14-Ago 12.31 Noras
Amigo, a partir de 5ª também estou ai nas nobres terras alentejanas... Estas por aí? Beijocas
15-Ago 20.05 Cláudia
Então joãozinho, tem-se vendido muito plastico ou ainda está dormindo?
15-Ago 20.05 Té
Alo olha acho que ficou um saco no teu carro com uma moldura!? Não é? Grande beijoca
16-Ago 11.43 Madalena
Ola, liga-me por favor. È preciso desmarcar a formação de TIC. Quem são as pessoas a contactar?
16-Ago 11.53 Vicki
João! Soy vicky y estoy con un amigo en Portugal, estas en lisboa? Llegamos esta tarde y tengomuuuuita saudade de ti!
20-Ago 12.48 Laura Leão
Ola! Troco dia de trabalho por dia d ferias na praia da costa alentejana, sem vento e em agosto. Bjs
22-Ago 17.37 Noras
Allo! Vem ca ter... O riki e a Lucas já cá estão! Beijinhos e até já!
11-Set 11.58 Zé-Tó
Mensagem recebida: se não te faz vir ao menos k te faça rir...
12-Set 21.47 Lils
Minha fada do lar! Estou ansiosa por este fds... Talvez o fim do verão se mostre soalheiro. Beijo!
13-Set 22.13 Maria
Então companheiro, ñ diz nada, ñ atende? Qdo puderes diz algo, ok. É que preciso de falar contigo ok beijo
18-Sey 22.39 Maria
Olha joão ja ta tudo ja me matriculei e ja tenho casa e é ao pé da escola, de um forum e de um centro de saúde, e melhor ao pé dos bares. É tudo ali. Brutal, lol. Até tenho uma disco ao pe da sé, sabes onde é?to agora a caminho do bombarral, vou passar lá a noite e amanha vou para baixo. Beijo grande e obrigada
25-Set 17.49 Alma
Obrigada pela cumplicidade... obrigada amigo. Beijo
26-Set 13.55 Lils
João tenho medo da tua fotografia do passaporte... Um grande beijinho e bom dia!
10-Out 13.43 Alexandre
Ola tudo fixe? Desculpa não ter conseguido atender o teu telefonema. Obrigada na mesma. 1 grande abraço.
12-Out 23.49 PatSubt
O nº é o 004477... Boa viagem! Diverte-te!
24-Out 17.01 José
Ola joão – chegaste bem? Ainda sinto o toque das tuas mãos – foi bom ainda que por pouco tempo – beijo do tamanho do alentejo
02-Nov 23.16 Maria
Não demorando tou no rita ok. Beijo
15-Nov 16.23 Claudia
Adeus festa o frango ta com varicela
18-Nov 03.41 PatSubt
Amigo! Vamos jantar sushi na 6ªfeira. Eu, tiago, nora, catia, lucas e rita e rikis. Queres vir? Beijos
19-Dez 11.15 Lils
Parece que temos muito p contar um ao outro... vamos tentar combinar uma data, boa? Beijinhos
03.03.08 - 03.33h

E o que quero fazer? Essa é a permanente questão do desocupado. Posso sempre pensar, criar e... começar a fazer. Da melancolia do viver transcrita para quem descobrir esta página.
21.02.08 - 18.04h: Last-time
Alguém anda a fazer mudanças lá em cima...
Enquanto mudo o rolo de papel que acabou e puxo a descarga do autoclismo, o som rebombante dos trovões prolonga-se num continuo de arrastar cirros compactos, chocando uns contra os outros donde chispam faíscas até à linha que acompanha os montes salpicados de casario branco.
Sob um céu carregado de azuis e cinzentos escuros com laivos de luz entre as massas densas, serpenteia o rio de lama a encher até ao interior da serra, alagando os sedentos vales dos baixios. A chuva que cai a medo vai encharcar as charnecas povoadas de pinhais e eucaliptais dispersos, erosionando arribas e alimentando regatos em crescente para os prados e searas verdejantes que começam a despontar...
Hoje começou a primavera – Estão as paredes e o ar cheios de insectos!
Do facto de não estar a fazer nada (fui levar um semi-lanche à Joana), de ter comprado um jornal para ler os títulos ao balcão do Tarro e à beira do Cais, dos patos nadando em “V” no centro do líquido acastanhado que corre contra eles, de ter fotografado este cenário em panorama, dos cigarros enquanto atravessava a rotunda do chaparro de metal, de fugir de carro para casa para tirar a roupa do estendal, de beber o café frio do almoço, neste momento o que me apetece é ver surgirem letras no ecran.
E afinal não chove! A música grita a convidar-nos a sentir ossos contra ossos, a nadar juntos... A vida teima em não correr, não passar (tenho de tirar o relógio de artesanato feito pela magnífica formanda já falecida de cancro!): o processo contra a fundação, o subsídio de desemprego pois não tenho dinheiro, um trabalho de rotina para manter a independência de residência (todos estão a mudar de casa e a minha anseia para breve...)e os velhos amigos a voltarem à cidade, renovados por esta metade de década.
Desce suavemente pelas subtis valetas junto às casas da minha estreita rua, água. Transparente, sem a força do aguaceiro a impedir a visão, na calma da tarde sombria, impregnando lentamente a humidade, tornando o asfalto escorregadio, permitindo uma flora mínima implamantar-se entre as fissuras...
Ao telefone a minha ex-colega, esposa de pastor evangélico, pede-me contactos da Zambujeira do Mar (estavam nos meus registos!)e como não foram feitas inscrições faltam-lhes ainda atingir esse local (objectivo de um Centro Novas Oportunidades: fazer com que o maior número de indivíduos elaborem um portefólio - decorativo para o básico, “um pouco” reflexivo para o secundário – sobre as suas “vagas” competências de modo a contribuir para uma irreal taxa de escolarização nas estatísticas governamentais e um despertar gradual do valor e novas funções da escola “para Todos”); esperemos que se estrepem contra o aumento de analfabetos funcionais, mas, de positivo, que esta vontade social de autocracia seja reflexa do interesse pelas matérias da civilidade e da participação democrática.
Pois, atento às novidades ambientais e aos progressos vindos de acasos, leio mails buscando colaboradores de vendas e monitores desportivos - quero voltar ao trabalho com crianças, pequenos projectos integrados, quero exprimir-me pelo sapateado (1, 2, 3, 4 da Feist), levar o Documentário 239 à Fábrica do Braço de Prata, quero estar mais perto da Arte, desenhar, pintar, sonhar em formas fantásticas... Quero festas e música, gente a dançar!
Na saudosa casa velhota, com os sacos dos últimos têxteis (roupas e cobertas, tapetes e chumelas) no pequeno quarto escuro iluminado por telha-sol, com o banco azul e uma caixa de plático da mesma côr contendo em cinco vasos o meu mundo vegetal, à janelinha, por onde vejo as intermitentes e fracas gotas que vão turvando o meu horizonte, estou fazendo o porro.
Do banco azul vejo a cadeia no alto da colina e os pombos columbofilamente educados a escovoaçar em bando, oiço o Antony e penso nas únicas vezes que esta sala teve meus parceiros a partilhar abraços mais quentes. “All those beautiful boys, tatoos of ships and tatoos of tears”...
Espero a Olga para lanchar. Já não chove mas a luminosidade vai-se.
06.04.05 - 12.32h: Enfant Terrible
Assim mesmo, desmatámos bastante...
Paranoia ou distúrbio delirante (delusional disorder): caracterizada por: desconfiança (suspeita permanente e, oculta na sua aparência do contrário); rigidez (indivíduos autoritários que dificilmente toleram que os contrariem); hipertrofia do ego (egocentrismo marcado e uma autofilia que conduz a uma valorização exagerada e reiterada das suas virtudes, êxitos e atitudes acertadas); juízos erróneos passionais (utilização de um sistema aparentemente lógico mas fechado por uma determinação unidireccional afectivizada; é um racionalismo mórbido, uma vez que exclui tudo aquilo que possa ser diferente ou crítico – o que ele denomina “perigoso” – relativamente às suas ideias; competitivismo permanente); fanatismo pela justiça (as normas, a lealdade e a justiça servem de disfarce ao ressentimento e à agressividade); como mecanismos de defesa utilizam a negação (em particular na presença de ideias delirantes em que o indivíduo, cego pela atitude passional, não é capaz de aceitar a realidade) e a projecção (é extraordinariamente típico pois na sua atitude receosa e desconfiada, ao ser incapaz de enfrentar a sua realidade com outra, não pode assumir a situação hostil que tem e projecta-a nos outros, incluindo a sua ira).[1]

E tudo não passou de um engano; uma gigante, colossal mentira que me envolveu os neurónios até à mielina, perpeterada pelo Dr. G, um elegante, sorridente e solitário senhor na casa dos cinquenta que me colocou na sua teia neurótica onde tantos outros passaram e, ou foram engolidos e cuspidos pelo próprio, ou conseguiram libertar-se a tempo mantendo uma clareza de espírito que exige persistência perante tantos contratempos diários e lavagens de hemisférios cerebrais alternadas (como no caso do “cravo e da ferradura”) pelas intenções ambivalentes desta transtornada criatura. Conheci-o há três meses por intermédio de um seu “amigo” (os quais acredito que existam mas não na forma como ele os compreende) que me vendo desempregado e conhecendo as demandas do Sr., achou por bem conciliar as necessidades dos indivíduos. Pareceu-me então sério mas enveredando sempre que possível no excesso ébrio como fuga básica às suas constantes preocupações com o bem-estar das “crianças”. É alemão, comunicamos em inglês e logo acordamos o início de uma actividade pedagógica no seu monte, patrocinado pela associação “Esperança de Nova Vida” (o que chega a ser irónico no final...). Eu entro para uma semana de observação com um amigo da infância e adolescência, com quem descobri os encantos da arte e da noite, que foi uma fonte de inspiração e aprendizagens nesse período (e agora de novo, já pessoas formadas por outras lides da vida!), e que busca rendimentos. Aí trabalham sós, duas jovens raparigas com quatro rapazes de origens minoritárias emigrantes, todos alemães, cujos problemas de delinquência e alguma agressividade só se evidenciam no contacto com o conjunto e na presença de uma excessiva liberdade aí concedida pelo isolamento da propriedade onde vivem. É difícil ter privacidade e ainda mais manter esta comunidade! A um quilómetro fica a aldeia mais próxima, Santa Cruz, onde vive a explicadora de português (e de outras disciplinas para os que frequentam a escola portuguesa – apenas dois de eles em dois sítios diferentes) de todos os rapazes, que mantem um horário vespertino e uma proximidade amistosa de um ex-funcionário (Mr. M.) que vive na mesma espiral viciosa de “complots” que o seu ex-amigo e patrão, o Sr. G, que vive na minha aldeia com dois outros rapazes de raízes sociais idênticas, sendo que um deles também tem as ditas explicações. Um total de seis “crianças”, tem este núcleo. A partir desta apresentação inicia-se uma complexa trama que começou há dez anos com a vinda deste senhor para a dita propriedade com um seu amigo mais velho que a comprou a uma velhinha que aí morreu. De casa de turismo rural a rituais de amor livre, o Monte da Ventosa foi palco de muitas actividades recreativas e de investimento (bungalows no limite, florestamento por coníferas e algumas represas agrícolas), e a partir do momento que o seu sócio abandona este projecto, o Sr. G. contacta com “amigos” seus que estão a iniciar a fundação da “Nova Vida” e decide receber, num momento experimental, um rapaz para reabilitação - segundo testemunhos de Mr. M., o miúdo vivia só com o Sr. G. que apreciava os seus honorários de forma etílica nos cafés das redondezas e muitas vezes o deixava só ou emborrachava-se na sua presença, quando o trazia; o miúdo deu provas de eneurese pela vizinhança quando por duas vezes o “tutor” se esqueceu dele na aldeia e teve de dormir ao abrigo de terceiros. Um ano depois iniciam-se obras de infra-estruturas para receber mais jovens – um salão, cozinha e balneários – que contam com a vinda de trabalhadores alemães através da agência (como todos chamam à associação, que funciona com os Serviços Sociais Juvenis da Alemanha através de outra instituição – o “Prognos”) que no início tem a sorte de encontrar um casal óptimo nestes assuntos, que fica dois anos, mas depois faz a recruta sem nenhuma base na experiência ou currículo (tal como a mim ou ao meu amigo, os pioneiros portugas a entrar aqui, depois da professora e de Mr. M, de ascendência luso-inglesa) e traz estudantes a iniciar estágio orientados pela ausência do Sr. G. ou pelos seu exemplos pedagógicos de “faz o que eu digo (e muitas bobines de palavras), não faças o que eu faço”, ou extremos emocionais de desprezo e chantagem, desrespeitando as regras ditas há dias atrás, sem qualquer interiorização moral ou ética, num regresso pautado pelo esbanjamento ou regalos materiais como um pai na fase absurda da separação. Tudo isto, sempre camuflado nos relatórios elaborados pelas “queridas” trabalhadoras e adulterados pelo próprio numa mostra de que “está tudo bem, sem problemas!”. Afinal, são só os outros que o(s) provocam! E, ao que parece, a partir daí, durante o último ano, o Sr, G foi tentando afastar-se de todo este clima que inconsciente e irresponsavelmente montou (incluindo um suposto caso abafado de assédio sexual) – de aldeia em aldeia, mais e mais quilómetros tornam-no agora distante, mas não na influência dos seus vastos tentáculos que perturbam e tentam controlar os que supostamente aí tentam fazer alguma tarefa educativa básica que não seja a inerte permissividade e constante inconstância deste processo. Desses missionários (todos trazem mágoas ao Sr. G, depois de uma paixão esfusiante que o mesmo sentiu pelo seu trabalho), poucos sobraram para contar histórias, mais histórias do que as que fui ouvindo de todos os lados, tantas que julguei enlouquecer na permanente contradição, no jogo de culpas e empurra-empurra, de inveja e cobiça. Foram dois meses na rotina do transporte efectivo entre o Alentejo e o Algarve, escolas, supermercados, cafés, acordar na madrugada e chegar já noite dentro, nervos passageiros por birras breves, desespero controlado pelo sol ou pelo calor da salamandra, jantares em família e capuccinos instantâneos, capinar gramíneas selvagens, limpar, limpar, limpar, em disputa ou espírito de equipa, um lago por fazer, arte grega com azulejos partidos ou pintura em terracota, os hibiscos que não vingaram e um mausoléu circular tornado barbecue, dois geradores e uma nova bomba de água, as ruínas da Pereirinha e a arquitectura marciana atrás do palheiro de alguém. Muitas horas de verborreia germânica numa realidade que aceitei como minha até perceber que qualquer maior envolvimento seria um grande erro. E viver com um maníaco à perna não fazia parte dos meus planos... Por isso votei-me ao silêncio. Entretanto outros desenvolvimentos se sucederam e uma desertificação abate-se sobre o monte (ou talvez não).

O tresmalhar das folhas no alto dos eucaliptos faz-me pensar se alguém poderá cair do telhado por estar a disparar aos pássaros no lusco-fusco, ou se alguém já estará cansado de estar sozinho, sem música, nem cão, nem comida, na sua casinha de madeira. Alguém poderá entender agora que as extrapolações feitas à verdade lhe causaram dor e sofrimento e que de novo se encontrará entre a disputa dos seus pais adoptados que esperam que volte para tocar num teclado ou que alguém espera que o amor de alguém o venha resgatar de onde quer que esteja, agora bem longe de ali. Muitos dos sonhos já foram desfeitos e a fina réstia de esperança pode agora quebrar ou começar a ser tecida novamente, numa ráfia ou sisal, mais resistentes. E aí pode estar um veleiro ou uma motorizada à porta de uma grande vivenda, mas o que fazia falta eram apenas dois braços onde sempre pudessem voltar.

“God loves his children, yeah!”
in Paranoid Android – OK Computer / RadioHead 1997
[1] J. Vallejo, Introducción a la psicopatología y a la psiquiatría, 1998, 4ª edição.
22.10.04 / 24.10.04: WWWEnd*

Uma qualquer tarde de Outubro, não fosse o relativo entorpecimento da vontade depois do regresso já desejado e quase impedido da voraz Buenos Aires. E depois da manhã esclarecedora de todo um édipo confuso, e de mais um desafio - a condução de veículos motorizados de quatro rodas, ou tornando o objecto mais específico, o Volkswagen Jetta do pai (ao qual prometo que posso tornar-me um bom condutor, inclusive de taxis) – meter as mãos na terra recém-revolvida para enterrar um frasco e uma jarra cheia dos crisântemos que restaram do funeral da avó. Todos os ramos e uma coroa de flores fúnebre, quase todas apodrecidas pelas recentes chuvas, foram para o contentor do lixo ao lado das paredes do cemitério renovado: mais de metade do muro frontal foi abaixo e construiram sobre o pátio elevado a miradouro, mais gavetões de betão e ergueram um novo muro bloqueador das vistas sobre a aldeia, mas telhado pela abóbada celeste e campestre. Do último ramo da dúzia que deitei lá, guardei um cartão de “eterna saudade” no bolso traseiro dos jeans, que não apresentava assinatura do remetente. Ao fundo, um cipreste magro como única referência da campa do avô entre os outros (perdi-me e tive de perguntar à mãe) e ali estava a sua fotografia, com o cabelo pintado que apertava o seu manso rosto, no mármore em forma de livro com o epitáfio, sobre outro do mesmo tamanho, enterreirado, e mais um molho floral descomposto na jarra apertada pelas duas pedras para não cair. A mãe acrescentou à jarra que preparava para o avô uma rosa que surgia numa das plantas ali colocadas para embelezar o novo passeio aberto e a minha veia comunista fez-me alertá-la para o facto de que se disseminasse o acto, acabaria o prazer comum de disfrutarmos juntos a “alegria” daquelas flores. “É só esta!”. Sob os raios febris, fomos limpando o monte de terra sobre um caixão deposto há mais de duas semanas (na tarde antes da atrasada festa de despedida que me fez perder o avião) e, com um trapo tirado por ali, a vedação de alumínio circundando a descrita lápide com cinco anos de presença. Tentei acender a primeira vela retirando a água e até mudando-a da cabeceira da avó (só indicada pelo nº 37) um pouco mais para a direita por causa do vento mas este não permitiu; a segunda foi a mãe que a ofereceu a uma das três senhoras que por ali também estavam (e que obrigatoriamente nos deram os pêsames) para colocar dentro da gaveta do seu ente falecido – o que recusou depois de uma das senhoras explicar que viu um vidro estalar, mesmo com o argumento dado pela mãe de que agora as janelas tem um respiradouro, colocando-a no piso, junto à janela – e que também apenas se manteve acesa por poucos segundos. A última foi acesa já depois de colocada dentro da lamparina e inclinada para que a chama do isqueiro lhe chegasse e com um pequeno toque, voltou à posição vertical. Apenas o avô teve direito a uma pequenina chama velatória.

E de volta as frases da manhã, enquanto olhava da varanda os cravos túnicos (os cempasúchis dos altares mexicanos para os mortos): “Isto são reacções de um Homem? São atitudes, palavras de alguém com juízo? O mundo não gira só à tua volta!” Palavras com raiva, de muitas mágoas guardadas e tristezas contidas, discursos ao alto sem interlocutor, ambos desviando olhares até que a mãe se aproxima depois de um pranto contínuo por meia hora, penitenciando-se por toda a sua família, por o que fez e o que não fez, julgando-se enquanto escrava da vontade alheia e aí sim: o abraço catársico e conclusivo, um rio de lágrimas descorrendo declarações de amor mútuo. No rescaldo, terapia de afazeres domésticos: limpar as campânulas do candeeiro do tecto do seu quarto, lavar a loiça de dois almoços e um jantar, limpar o balcão, arrumar a mercearia no armário, organizar as fruteiras e pôr a mesa porque a tia estava quase a chegar (e lavar os olhos porque ninguém tem nada a ver com o que se passa em casa – depois da discussão berrante com as janelas abertas).


Ontem, ainda antes de me deitar, nu, olhei as constelações que brilhavam no límpido firmamento acompanhado de um cigarro à janela (sem portadas), depois de colar a antiga armação ocular (que me pareceu tão leve e frágil, também pela pequena dimensão de cada lente com espessura reduzida e alargada pelos múltiplos adormecimentos sem a retirar) e de uma análise ao livro de Laudes e Vésperas dos tempos de seminário do meu irmão. Já deitado, e por todo o dia anteriormente descrito, senti um espírito de bondade universal invadir-me e recordei o meu pai, por grande coincidência (dos seus primeiros tempos de casado e da minha adolescência, e dos anos que antecederam a descoberta da doença e posterior internamento) e minha vontade aquando da sua morte, eu, na sua cama.
Adormeci perto das cinco da madrugada e acordei por volta das onze.
O irmão chegou pela uma desta nova tarde, também quente, no seu fato de treino de relaxe para uma semana de férias. Almoçámos a sopa cheia de legumes e a carne de vaca guisada com macarrão preparadas nas duas horas intermédias pela mãe (entre o meu despertar e durante um banho de cuidado que me regalei), depois de uma breve passagem de olhos por todos os jornais de sábado que ele trouxe – o velho costume paterno herdado (ele até nem os tirou do carro logo que chegou para não me demorar a sentar à mesa, que é minha mania). Fomos os três ao café mais longe, já fora da aldeia, sentámo-nos na esplanada e a mãe elogiou o café à empregada ucraniana que lhe propôs como solução começar a fazer a caminhada até ao lugar diariamente para fazer mais exercício e sempre apreciar o melhor sabor. Cumprimentar os conterrâneos à entrada e à saída, a boa educação com pouca disposição, melhorada pelas condições climatéricas.
No regresso encontrámos o neto... (bem, aqui perderia uma quantidade de linhas a descrever graus de parentesco e cafés e profissões de todos os familiares, que se entrecruzam por estarmos numa aldeia) ...do senhor do café mais próximo ao qual sempre íamos juntos e ao qual o pai pedia para ir colher figos à sua horta, de manhãzinha, e que o próprio oferecia em grande abundância nos idos anos em Setembro. E pelo breve diálogo no qual o meu irmão pediu uma moto-serra e a sua ajuda, percebi que tínhamos como tarefa para as próximas horas aniquilar o damasqueiro podre do nosso quintal. Só acreditei no facto quando confirmei que os rebentos que via da cozinha eram antigos e estavam secos, bem como a proliferação de fungos e líquenes e, já perto, todos os ramos e troncos microperfurados pelo bicho. Utilizando o equilíbrio, um pouco da lógica de Newton e a perícia do moço no manuseamento daquela ferramenta deveras ruidosa e cortante (eu também vi algum pânico na cara do meu irmão e o nosso maior afastamento, que diminui com o aumento da confiança no final da primeira hora), fez com que o decompôr daquela grande estrutura orgânica, que outrora dera tantos albricoques suculentos - o princípio do Verão era assinalado pela sua queda e uma circulação infinda de formigas pela casca da árvore até à polpa alaranjada e mole dos frutos, suspensos ou aplastados no chão - fosse uma tarefa árdua e “talvez recompensante” pela madeira para a lareira dos avós do rapaz. Afinal já deu muita semente...
Dos mais curtos ramos laterais até aos mais compridos e pesados, que pendiam para a propriedade do lado, com o cuidado de não deixar que caíssem sobre os diospiros quase maduros da Tia Parreira, estivémos os dois irmãos como Humpty-Dumptys (eu até pulei o muro para esperar a queda e retirada de mais uma pernada no outro lado), enquanto o hábil e jovem vizinho subia e descia o escadote, seccionando pouco a pouco aquele ser já sem vida. Para a última (e a mais grossa) coluna vegetal, foi decidido retirá-la arrancando-a do solo, separando-a das suas entranháveis raízes; e para tal começaram a cavar ao seu redor com o sacho que forçosamente fez uma vala e mais facilmente cortou as partes ocas e pútridas das umbilicalidades da planta. Participei um pouco nesta parte e depois, empurrando juntos com o balanço o já pouco firme tronco que por fim tombou, e erguendo-o e repetindo a acção para o lado oposto, este se separou de vez da base que o sustentava. Subi cheio de serradura fresca sobre a roupa e cabelo e com os pés colados pela lama às sandálias, quase sem fôlego, lavei as mãos no lava-louças e deixei-me ficar sentado na poltorna da sala, vendo as revistas do dia, intervaladas pela contínua emissão televisiva e o intermitente som do corte vindo lá de baixo – as janelas sempre abertas, à noite a mãe dorme com o mata-moscas ao lado.
O jantar foi o mesmo do almoço com os tios e os primos na casa dos avós, por eles ocupada, na outra aldeia (onde nasci). Bebemos vinho caseiro; a tia e os primos acharam o macarrão com carne muito picante (o mais novo, porque foi comer depois de todos, originou a cena cómica de comentar isso mesmo, e de todos já termos as desculpas discutidas para repetir como resposta: “é da banha e do cravinho!”, ou “não está nada, bebe mais coca-cola!”). Café com jornais para sobremesa e passeio a pé para desmoer. Chegados à porta de casa, cruzámos viaturas - era a Guida que comeu em minha casa uma sopa enquanto eu tomei novo banho, fomos a Mértola beber um copo e falámos das viagens e do sentido da vida.

Domingo 24
Já sentiram incómodo pelo facto das pessoas que falam convosco utilizarem tantas moletas e lugares-comuns, ditos e frases feitas (queres desligar e as palavras não saem, com medo de as reproduzires assim, e elas continuam e não consegues deixar de seguir escutando)? E também assustados com o avanço tecnológico, violência, morte e guerra, hipocrisia política misturada com demagogia e interesses privados, a demasiada relevância mundial do factor económico, a imparável explosão demográfica e o “onde é que vamos parar?”. E digo parar literalmente falando: quando é que travamos a fundo (com embraiagem)? Penso no exílio ou em tornar-me ermita, num lugar profundo e elevado. Pronto! Já começou a minha contradição, o meu mal de nascença, de ver o feio na admiração com que os outros comentam alguma coisa que consideram bem ou bom, e o desculpar, justificando-o na minha controversa racionalidade, o que eles tanto criticam (por vezes de forma colérica, quando me parecem meras futilidades). Irrita-me o quotidiano e gosto do tique-taque dos segundos de um relógio em pleno silêncio – marcou-me a visão cinematográfica d”As Horas” (e escutar a banda sonora no Ateneu, na
calle Florida, num leitor múltiplo digital, entremeado pelo gosto clássico do Eric).
Por vezes suponho-me no disfarce de esquizofrenia da Woolf (a mãe, em mais uma tentativa de compreensão, comentou a notícia de que esta enfermidade está relacionada com a idade do esperma paterno; eu ri-me e neguei-o mas não sei... é como com as bruxas...), digo à Guida e ouço-o (me) na minha voz dizendo que não caio, que plano entre os humores maníaco e depressivo, que só preciso de saber o que quero fazer e aí aplicar todas as energias, que isto é um arrastamento da cronicidade da minha situação, que “there’s more to life than this” – que agora escuto. Cada vez aprecio mais o trabalho da Björk e do Thom York
e a sua evolução, que dá os sinais previsivos da sociedade globalizada desta espécie condenada a uma era de aquário explosiva e individualizada, que ainda tem de s
e iconoclastar muito mais.
Hoje amanheceu mais fresco e as nuvens acumularam-se ao entardecer. Quando a mãe saiu para a missa (daqui a dois fins-de-semana comemoramos o primeiro mês da avó e o primeiro ano do pai e por isso considerou uma boa altura para o regresso às celebrações comuns, se bem que me perguntou se ia muito decotada pelo casaco do fato. “Tem alguma coisa por baixo?” Ela respondeu que não, eu desaprovei, sugeri uma blusa mais fina já que tinha calor, foi trocar-se e eu preocupei-me pelo seus desejos, pelo futuro e vi os meus genes), o irmão perguntou-me se tinha ido às salas de baixo pois os gatos entraram pela porta “en el olvido de su cierre” e deitaram uma gaiola abaixo onde apenas ficou um periquito, o outro voou ou foi comido segundo a sua hipótese, o que foi confirmado pela prova de uma asa encontrada pela mãe na varanda. E a suspeita dos gatos que vão deixando o seu rasto macabro – ontem foi uma cabeça de rato! – e que têm nomes humanos e que a mãe insiste em falar com eles dessa forma, numa infantilidade como se os bichos entendessem ordens e tivessem esta absurda complexidade emocional e linguística, apenas denunciando a sua solidão e permanente necessidade de carinho. Aqui estamos. Os três (como um grupo de amigos, como personagens de literatura juvenil, de aventuras) com seis gatos de personalidades distintas – por falar neles, o Quico de há duas gerações atrás (é que são várias gerações por ano) reapareceu há quatro dias depois de dois (ou mais) meses de ausência pela nova ninhada da sua irmã que o expulsou para não assassinar os seus pequenos sobrinhos – quatro canários, dois periquitos e algumas dezenas de rolas (bravas, brancas e de colar), duas laranjeiras (uma é sobrevivente de uma enxertia mal feita), um limoeiro, uma nespereira e um abacateiro num casarão cor-de-rosa. E vivos!

Ontem a descrição do Astrólogo da sua almejada sociedade dividida e apocalíptica, um d”Os Sete Loucos” de Roberto Arlt, e o delicioso início de um amor n”O Jardim do Éden” do Hemingway; hoje uma comédia medíocre da adaptação do Tarzan, o jogo do S.L.Benfica, depois os Simpsons, a seguir: um director musical motoqueiro no São Carlos, a Imago do Fundão com gente bonita, música, arte e filmes, três projectos digitais de vídeo, uma instalação com cadeiras, uma loja de All-Stars e sapatos vintage no Porto, a música dos i-uik-project, tudo isto como conteúdo do Pop-Up. E ainda o 1, 2, 3 com a Teresa Guilherme, o jogo do F.C.Porto, o quintal dos ranhosos em simultâneo com a quinta das celebridades, uma entrevista no clube dos jornalistas com o actual presidente da Gulbenkian e anterior presidente da Galp; por fim alguma coisa para terminar bem este dia – A Maldição do Escorpião de Jade.
Ufff... Isto tudo na televisão enquanto restaurava a media library deste computador, intercalado com uma tentativa da Guida para ligá-lo à Internet, muito cirandar pela varanda, salas e corredor, uma cerveja nas bombas de gasolina, dois bêbedos (um deles o famoso avô da miúda desaparecida da Figueira) a meterem-se em cena, e para terminar a visita de uma mãe vizinha que está a tirar unidades capitalizáveis (e fez serão aqui para a mãe lhe ajudar com os T.P.C.’s) comentado as suas motivações e a situação dos seus filhos – um deles homossexual desde quase bebé e que agora com 12 anos não quer voltar à psicóloga e já perdeu dois anos na escola por défice de atenção e por ser gozado pelos colegas – e interrompido nesta conversa pelo timing do irmão para ver o Herman e o Joaquim Monchique na televisão. Suspiro e volto às letras no papel.
Fim.
*Weak Wick Week End
25.09.04 - 19.04h: Argentinidad al Palo

(Vou escrever em Português. Sai mais fácil... ou não)
E assim começa a viagem de Independencia... Foi preciso “Mudar de Cidade” e cair num final de Inverno leve e ameno na casa de um pintor que conheceste nas casas de banho do Metro de aqui, para conseguirmos ver o que nos leva a não ficar juntos (para sempre). Já percorri este labirinto de ruas cruzadas de números, cifrões e estórias, dormi no Jardim Japonês e à tarde, no quartinho reservado, depois de esfregar o chão, fazer comida e esperar o electricista – a casa tornou-se viva com a minha presença, o corredor verde e (pouco) luminoso com os dois gatos – agora, depois de ligar para tua casa em Bacacay, espero a meia-noite escrevendo, lendo Cortázar e bebendo café para ligar ao Eric.
Chegou a Primavera com a prenda de um amor que conheci nessa noite em que bebemos vinho e lágrimas, fumamos fasoe jantámos até à hora da festa do Carlos. Buscámos formas diferentes de nos revelarmos ao mundo e descobrimos juntos os processos com que o demonstrámos. A minha viagem encurtou-se de prespectivas (e ainda voltarei para ir a Jujuy ou Ushuaia) pois como muitos amigos de Pravaz me disseram que há que voltar a casa para aí construir – e é isso que também queres quando regressares ao México – e não é com a Psicologia, talvez com as letras e o tango (irmão do fado que agora escuto, exportado sentir mediterrâneo) e sim a música, sim a poesia, sim ao encantamento de cada amor sem fim que vivo.
Contigo é assim – sempre serás o meu melhor amigo, amigo nesta fase que nos concedemos, nos entregámos a falsos silêncios e à verdadeira contemplação do mistério de estar vivo, o presente angustiado pelo futuro, o calmo compasso do relógio, as horas mortas e a grande extensão temporal desconhecida onde plantámos sonhos. Flores e frutos (quinoto, frutilla, pomelo, palta)... E a paixão pelo Brasil aqui ao lado, no trautear contínuo de Pravaz, a homogeneidade das disputas políticas realçadas pela débil economia desta América, em claro abismo social, e a solidão de cada indivíduo torna quase impossível a amizade partilhada e evidencia o saque do interesse próprio no outro, que é igual.
“Ladrão que rouba ladrão...”
A las 18.30 en una cafeteria/pasteleria en Boedo - Bs As
Travessia por la ciudad. Aquí es mas ajustado a la crítica social, hay mas gente y mas dispersa. Se camina, se para, se mira, se pasa.
Sonríen, hablan, distraídos, concentrados, solos, emparejados, hombres, mujeres, ninos (y a las 17.30 salen de las esculas mientras sus familiares lles esperan enfadados). Los hombres que carregan los carritos y sirven café a los otros – comerciantes de primera; los hombres (y no solo hombres sino mujeres, muchos son jovenes y circulan en grandes camiones, suspensos en el alto, lo máximo que pueden – por la media tarde llegan y por la media noche parten, llenando el camion de papel y de gente) que abren los sacos que los habitantes de primera dejan a la porta de sus casas, buscando carton, sacando y revolvendo la vasura - gente de carton sucio que parece que no siente; los kioskos de golusinas, tabaco y internet y los que estan en el medio de la calle que solo venden periódicos y revistas. Hoy recorri algunas librerias y pude notar que la gran majoria vende los mismos livros de editoras populistas, a bajo precio, haciendo con que los livros lleguen a todos.
Por Corrientes hoy seguia una marcha más, de gente con carteles amarillos contra el desempleo y la política de Kirschner y me invitaran: “Ven” Sonri. Llamé a Oscar, llame a Eric y por instantes mi corazon paró de se escuchar y de mi cerébro vino la subita idea de eterno. Y vi que no, senti que no. Que en cada término hay un renascimiento. Y que el (E=E) pide tiempo, para si porque no tiene, y me agradece cada llamada, y mis confusas palavras, sus ojos de cantos tristes, casi cerrados o mut abiertos, sus labios finos en una tierna sonrisaque guardan los dientes hierrosos, mordaces y ese pelo en criesta de desafio.

Bem, no fim deste dia o Righetti trouxe um sofá , mudou os quadros (dele) de parede e eu (quase a marcar um encontro por telefone com E.en San Telmo à meia-noite até cair a chamada), depois de comer
choclo cocido con tomate y unos alfajores de chocolate y dulce de
leche (y un porro antes, mientras aspirávamos el sofá con un baño por el medio). Me Sali camiñando por Boedo asta San Juan donde avisté el 126 – Colectivo (y porque consulté la Guia T...), crucé la calle y lo tomé. Sali antes de la 9 de Julio, cruze l’avenida y caminé (me deran ganas de tener una camera fotográfica por el cartel/menú del Bar) asta la Plaza Dorango (ahora, delante de mi, está un extrangero de estados unidos con quatro porteños que se conocieran en le Festival de la Cerveza). Lo esperé asta la media-noche y le llamé después – todos los teléfonos desconectados! Me fuy entonces a un Bar y pedi una Quilmes, me traeran de litro y me la bebi en quatro vasos (canecas). Después me Sali camiñando por Humberto Primo, intenté llamarlo uma vez más y toqué al timbre. Nadie, como era supuesto. Segui camiñando, encontré a Righetti cerca de la casa (Calle Maza) y nos fuimos juntos a casa (el antes compró un speed), fumamos outo porro y nos fuimos a dormir a las trés de la mañana.
Antes de acostarme, estuve vendo los precios de los viages al interior (Foz do Iguaçu – 80 a 90$; Jujuy - 290$; Santiago – 90$, Mendoza – 65$) y prometi que no me lo llamaria asta Domingo. Hoy, Gualter y yo (jo, se dice JO) despertamos con su amiga Gabriela, tomamos un café en su cama y fuimos una hora de compras; hicimos el almuerzo porque su amigo Max venia (periodista, critico de cine y teatro). Charlamos todos un rato, después los dejámos solos y caminámos (jo y Gabriela) asta San Telmo. Se fué.
(En un Bar - La Coruña - dirigido por dos hermanas viejas y un gato)
En Teatro Ópera, Luís Landescine se despide de los escenários.
Son las 18.43 del dia 25 de Septiembre de 2004
Miro las notícias intercaladas por corridas de cavallos en la Tv Crónica.
Segun la leyenda (rodapé) estan 23ºC cerca del Rio de la Plata.
Entre General Urquiza y San Juan, choque y volteo. Hay Heridos.

El vino es barato. Voy a traer Julian aqui.
Son las 19.03. Me voy.
M(u)y Buenos Aires>
16.11.02 / 27.11.02: Diário Azteca (Parte II)

16.11.02
- Comer Mercado Xalapa
- (caminar asta) Museo Antropologia Xalapa: Olmecas, Zapotecas, Huastecas
- (y bajo la lluvia, autobus) Tacos al Pastor e Cafeterfia Callon
Bus ----- ----- Veracruz
- ... camiñar asta el Zócalo (Llorca xunto al puerto)
- El Scorpion: señor – Dulce – Isel
- ... camiñar del Farol asta la Playa (llorar bajo la estatua)
17.11.02
- Toque/cogumelo, tractor I & II / tiempo I
- Despertar temprano (dormiendo cerca del mar en la tierra sin bandera – 4x heróica)
- caminar... Picadas / Gloria
- Zocalo: gran café Parroquia, estaccion CCPP
- Malecon --- San Juan de Ulua (Forte) : condutor de autobus – one man show
- Danzón (parque Zaragoza): comiendo, mirando sta el Zocalo
- Estacion autobuses (llamar Nayeli) ----- > D.F.
18.11.02
- Pasqueña – Mixcoac (desayunar c/ Nay & Arturo)
# Dormir #
- Zocalo: verificacion de las calles, inauguracion del Centro Cultural Español
- Iglesia San Felipe Neri (en la oscuridad)
- Chelas en la cama
19.11.02
- Por las Fotos – Catim
- Templo Mayor: recinto, museo, explicacion 7 hojas delante
- Llamar Oscar y Adrian (caminar callados)
- Cuscus c/ Diana y Gabo
- Beber, danzar, deprimir
20.11.02 (Dia de la Revolucion -1910)
- Por casa: Sandra, Diana y Gabo (peli de Gloria Trevor, limpiar, cambiar l’habitacion)
- Llegan Nay & Arturo: quesadillas por la noche
21.11.02
- Desayuno en el Vips c/ Arturo y Nayeli
- viaj por la matrícula asta casa de Arturo
- Discussion “Genero de las Palavras” San Antonio Mixcoac
- Por casa, cenar: el silencio de los inocentes, Ally McBeal 2.30ª.m.
22.11.02
- Mixcoac – Ciudad Azteca – Ecatepec (Tianguis)
- Metro asta UNAM : FCS (cerrado, por copias), FLF (no es possible entregar), FCPyS
- Catim: esperar por Agata
- Volver con hambre y sueño / Llegan Nay/Arturo
23.11.02
- Mercados: Solama (artesanias del Nascimiento, nopales, calaveritas, maracas); Merced (frutas: caña, mamey, pitaya, guayaba; dulces, hongos, jícama, jitomate, cebollo)
- Cena: Adrian, Miguel, Sandra, Arturo, Nay - recordar...
- Omar, Hugo, Frida: toque-mota (escuchar, mover, sincronizar...)
24.11.02
- Volver ___ Colage
25.11.02
- (examen de Nay)
___ Colage
- Encabronage: por Arturo, La Condessa Café (silêncio)
___ Colage (cambio de posicion, estudio de lengua castellana)
- Adios, adios, Amiguitos, amiguitos
26.11.02
- Escena: Despertar del Rancor (limpiar imagenes, buscar y secar ropa – llorar – huevos con tomate)
- Agression: hechar / pegar, expulsion, jugo!
- Salir, volver
- Todo bien (llorar)
- Llega Nay (computadora), Hugo (llorar), Arturo
- Cuicuilco (cerrado): volcano xicle, muertos, los polis huelen nuestras manos
- UNAM / FCPS ___ Colage
- Salir Coyoacan: Despedidas c/chelas – postal
27.11.02 (el último)
- 7.30h Tacuba (por su hermana, por lo recibo): atole c/ torta de tamales, buscar ropa, bañar
- 10.00h Coordinacion de los pos-grados en estudios latino-americanos (interesses ke cambian)
- (microbus) 12.00 Xochimilco: frente a l’iglesia, plaza Morelos, capilla del Niño Pa, canales, embarcaderos
- Epílogo: el que se queda, el porvenir...
- (microbus) Tasqueña: Chabacano, José de Guimarães (los mexicanos, los portugueses, atitudes de portugal face a los demás)
- A casa: Final Fr... comer
- Nay, Arturo, OSCAR! (asta luego!)
28.10.02 / 15.11.02: Diário Azteca (Parte I)

28.10.02
- Llegar (Nay & Arturo)
- Salir al Cabaretito
29.10.02
- Lo de la luz (corrupcion): 200 pesos la mordida con transporte incluido
- Zona Rosa asta la Reforma: El angel de la Independencia
- La Alameda (Benito Juarez), Palacio Bellas Artes, Orozco Sanborn’s
- Zócalo por la 5 Mayo
- Almorzo en El Generalito (delante del Palacio de San Ildefonso)
- Plaza/ Iglesia San Domingo
- Tlatelolco (La Restauracion), Plaza de las 3 culturas, Iglesia SanTiago Apostolo
30.10.02
- Colectivo SOL
- UNAM: Espacio Esculptorico con vista al Popocatepetl & Iztacihuatl, faculdad de ciencias politicas y sociales, reitoria y biblioteca central (Murales), esplanada (Las Islas)
- Microbus asta Coyoacan: Jardin Hidalgo, Iglesia San Juan Baptista
- Incertidumbre
31.10.02
- Mercado de Mixcoac: Pescaditos y unas hierbas
- Esc. Artes Plasticas: Dulce, Jorge, Marisol y Andrei (viage de coche)
- Primeros silencios: Despedida de Anne Marie (Zona Rosa) en Avenida Milan con Nay, Arturo y Sandra
01.11.02 (Dia de los Muertos)
- Te fuiste a trabajar: Coyoacan a desayunar con Nayeli y Arturo
- Museo de Anahuacalli / estudio de Diego Rivera
- La Ofrenda
- Por casa, por hablar
02.11.02
- Chapultepec: Castillo de Porfirio / Maximiliano, Bosque, Zoológico (a cerrar)
- (solo delante del) Museo Nacional de Antropologia
- Microbus asta Reforma / Independencia: mujeres chiuahueñas, los 8 aõs de los Zapatistas
- Vips
- La Manta (ONG): de sombrero con Hugo, Omar, Fernando, Frida
- El Oasis (uau, qué show!): Dolly Parton con coca, Sevillana, strip de sus hombres)
- Plaza Garibaldi: Los Mariachis, sopa de tortilla
03.11.02 (Domingo)
- El cebo de Salvador/Omar (y la putita con...)
- Discutimos (fuiste por tu mania...hierido)
- Casa Museo Dolores Olmedo Patiño (Nay, Arturo, su hermana y su novio): coleccion de Diego Rivera / Frida Kahlo, museo de Arte Popular, Ofrenda a la familia
- Almuerzo Cantina El Arroyo (musica al vivo)
- A casa, hablar... (reconciliacion): Dormir Solo
04.11.02
- (metro solo asta) Basilica de Guadalupe: cerro de Tepeyac, catedral caída, caplilla del Pocito
- Colonia Guerrero: Iglesia, Mercado, Buena Vista
- Por toda Insurgentes de microbus
- Sanborn’s con Nay & Arturo
- A UNAM esperarte y discussion: el caso otra vez, pero ahora con la intervencion de Nay y Sandilú
05.11.02
- Por Diana al Aeropuerto: ciudades academicas, coyocan (almuerzo)
- A casa: limpiar quarto
- Tiroteo en Calle Prosperidad: de microbus desde la casa de Hugo/Omar
- Volver con Nay/Arturo (venian de Cirque du Soleil)
06.11.02
- Lagunilla – Catim
- Calle Republica de Brasil asta Zocalo
- Catedral Metropolitana: San Filipe de Jesus, Santa Rosa de Lima, señor del Perdon, del Cacao y de las Maravillas.
- Palacio Nacional: Murales de Rivera y Camara de Deputados
- Patio de Hemeroteca, Luz asta Generalito
- A pie por Isabel, la Catolica asta el Salto del’Agua
- Llegar a casa: Salir para Zona Rosa (cerveza en el Cabaretito / El Taller)
07.11.02
- Tamales y Atole con Diana (desayuno) en Mixcoac
- UNAM: Faculdad de filosofia / letras, biblioteca samuel ramos
- Casa de Rafa con Max (chelas, porros): Hablar...
08.11.02
- Museo Nacional de Antropologia: sala de poblacion de America, sala Teotihuacan t posteriores culturas, sala Azteca
- Lagunilla: comer en una fonda, hablar, follar
- Zaragoza asta Lalili (Mario/chichiflo)
09.11.02
- Catim c/Hugo, Salvador y Fernando
- Sanborn´s de los Azulejos (proposicion marriage)
- Palacio de las Bellas Artes (libreria), libreria Gandhi
- Avenida Juarez asta el monumento a la Revolution (Insurgentes norte/sur)
- Zona Rosa a Mixcoac
10.11.02
- La Condessa (desayuno): calle Amsterdam, una elipse, el hipodromo
- Autopista asta Teotihuacan: la Ciudadela, templo de Quetzalcoatl, piramide del Sol y de la Luna, avenida de los Muertos, palacio de Quetzalpapalotl
- Ecatepec: casa de papa Jorge y perro, hamburguesa ahi cerca
- TrafficJam en el Boulevard de los Aztecas
11.11.02
- De doméstico: lavar, limpiar, follar
- Legumes, cena (São Martinho)
12.11.02
- Zona Rosa: Llamar a claudia (cumpleaños) y mensage a vicki
- Metro de Copilco: muestra de café en la faculdad de letras y filosofia
- Asta Coyoacan (solo): Casa AZUL Museo de Frida Kahlo, paseo po los Viveros
- Volver a la faculdade d ciencias politicas y sociales (buscar, esperar, escrever a la salida de su classe)
- Comer algo, regressar
13.11.02
- Catim (c/Hugo): comer por la calle quesadillas/tacos azules
- Ex-Teresa (iglesia/convento): Fiesta de la diversidad social – Operacion Vestidas
- revuelta / fracaso – con Eugenia y Fabiola: tortilla y chelas (11 dentro)
- Los Niños Muertos
- Casa de Hugo / Omar: danzar, pintar mesa (nosotros)
14.11.02
- Camiñar de Prosperidad asta Benjamin Franklin Vs Revolucion
- Comida, Cama – por classes...
- (fuy a buscar por la F.Filosofia: moronga c/lechuga y frijoles)
- Empezar Colage
15.11.02
- Limpiar Quarto, Preparar Viaje
San Lazaro ----- > ------ Xalapa: Plaza, Iglesia / Catedral, Revolucion, Dulcelândia, Jardin (con la poli), Lise y Alfred (celas), Fusion America/Liberdad, anestesia...
28.10.02 / 27.11.02: De Falture Mexica
En esto todas las personas con quien me cruzo ponen espontaniedad y louvor, haciendole con todos los gestos que lle deen “la mirada”. La intencion es simples: (re)conocer la gentileza de los gestos del otro, partillando sus mismos gestos.
En este dia, ohir el ruído en el baño, veer la disponibilidad de todos a quien questionava sobre algo, l’alegria de facil expression con antojo del contacto entre iguales / semellantes, los objectos coleccionables del orgullo nacional, de las relaciones significativas expressas en las pequeñas cosas – señales de generosidad diária.
Aqui se comunica efectivamente, de forma directa, se habla de sentimientos y sueños, de la realidad envolvente, del círculo amistosos donde se convive en el quotidiano de los movimientos políticos que se pasan bien cerca, interviniendo, planeando a todos los instantes, discutiendo ideas literárias, filosóficas, artísticas.
(No creo que sea solo aqui).
Un professor cumplimenta a todos sus alumnos (a mi incluso), disponibliza sus livros y se compromete – “por ahí estuvimos en contacto”. Intercambian un cigaro por un chicle, fácil y sin garreas, muchachos y muchachas, chicos y chicas. Las cosas, como las palavras, circulan livremente. Esto es una clase de liberdad!
La mujer de la tienda y la Resistência.
Pinxe, Xingo.
Un beso, una mano.





OLÁ, NÃO SEI QUEM SEJAS?! MAS MEU SILÊNCIO SABE! QUE TEM O TEU NOME!
Que o traí com olhares, aceitando convites para dançar e beber, que joguei um jogo de sedução com o seu amigo na noite em que mais tínhamos chegado a uma Compreensão, sem palavras mas por gestos. E que não consegue suportar a dor e a subsequente desconfiança, descrença, desamor. Se não é tudo isso, ao menos a neurose!
Mas a história muda a cada palavra que se acrescenta, a cada novo dado o julgamento é outro. Saem e entram testemunhas num tribunal que deveria ser o meu coração e a minha cabeça: o primeiro é inocente nas suas carências, premonições, palpitações; na segunda ainda não se formaram uma ética e moral necessárias para analisar os sentimentos antes da resposta animal inconsequente.
Porque a presença do outro será a visão do compromisso, mas o que importa é o bloqueio da acção pelo sentimento.
Estou cansado, vou dormir, amanhã tenho de sair, ir procurar uma agência para mudar o voo; ele mesmo o disse – já não dá!
06.05.02 / 27.05.02: Maio/Mar de Amor (SMS)

Dia 6 – 19.25h
Este autocarro demora demais. Desculpame vou tentar chegar cedo. Espera um bocadinho beijo
Dia 8 – 12.17h
Ola, pa. Hoje não posso. Combinamos depois. Preciso investigar para a minha investigação de mestrado. Bjs.
Dia 15 – 14.48h
Hoje é um bom dia... não é?
Dia 16 – 14.04h
Guey, és mágico. Fecha os olhos e pensa em nós. Este dia é mesmo bom como quando vejo os teus olhos de infinita humidade.
Dia 17 – 23.01h
Guey, te desejo boa viagem. Descansa muito mas não durmas no carro. Só lembra que adoro-te. 1 abraço, muitos beijinhos
Dia 18 – 13.30h
Mi guey, agora vou para a praia. Acho que o mar me levará contigo... Foi difícil acordar sem ti. Adoro-te
Dia 18 – 16.29h
Gajo, estou frente ao mar e só penso na humidade dos teus olhos. Gostaria de ser a água que enche o teu olhar. Estás tão dentro...
Dia 19 – 04.38h
Não sei o que seja isto. Mas só quero dizer que tenho saudades por ti. Amo-te
Dia 25 – 17.29h
Comecei a olhar-te quando o teu autocarro passou frente a mim no marquês de pombal e só sei o teu perfil húmido – Adoro-te
Dia 25 – 20.59h
Lembra a lua dialogando com o sol. Agora estou a ouvir o que a tua voz guarda docemente. Estou contenye por tua forma de partilhar-te. Muitos beijos na carequinha
Dia 26 – 14.08h
Gajo, tb tive a mesma sensação. Ontem vi uma estrela fugaz no céu e as raparigas disseram-me q tinha de pedir um desejo. Só posso dizer que pensei em ti. Vamos sobreviver com o MSG. Não posso telf. Bjo
Dia 26 – 22.45h
Mi guey, acordei ainda há bocado. Amanhã tenho teste de língua. Espero que tua aula seja óptima. Quero ouvir os teus pensamentos. Que pensas do futuro?
Dia 26 – 23.29h
Guey, não estudei muito porque acho que para conhecer uma língua o melhor é sentila. Embora não escreva bem, estou contente com o que esta língua me deu...
Dia 27 – 15.21h
My guey, e increível o que estás a dar-me. É como se a tua voz precisara de letras para ficar no meu coração. Mas ao mesmo tempo, sei que o teu olhar é o que me faz sentir vivo. Boa estrada para nossos futuros caminhos.
Dia 27 – 21.50h
Pendejo, solo es para decirte que estoy contigo. Solo es un sonido que cubre mi ausencia.